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O Tempo Esse Grande Escultor

Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...

O Tempo Esse Grande Escultor

Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...

Varas da Real Justiça.

Cristina Ribeiro, 19.06.14

 


" De entre os numerosos testemunhos que marcaram a assimiladora expansão dos Portugueses durante os séculos XVI e XVII, pelos continentes da África, da Ásia e da América, pelas Ilhas do Atlântico e do Pacífico,não têm sido dadas merecidas notícias dos pelourinhos ultramarinos, irmãos daqueles que na Idade Média, à voz dos forais, se foram levantando nas praças de todas as cidades e vilas do Reino.

Esse poste ou coluna, monumento singelo ou obra de arte, representava a força e prestígio da autoridade, ao serviço da Lei, e em formas semelhantes foi erguido nas cidades e praças de Além-Mar.

Quando Afonso de Albuquerque, após a conquista de Ormuz, mandou construir a picota no bazar da nova cidade, ajoelhou no primeiro degrau, com o barrete na mão, e assim saudou o novo monumento: "Deus te salve para sempre e acrescente em verdade, vara da real justiça d'El-Rei nosso Senhor . "


Hipólito Raposo, « Oferenda »

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