Domingo, 27 de Junho de 2010

 

 

O sol desse mês de Junho estava no pico quando deixámos a fortaleza que Adriano idealisara para ser o seu mausoléu, mas que depois, além de funções militares, foi refúgio de Papas, sempre que se sentiam ameaçados, e que foi chamado de Castelo de Santo Ângelo quando um desses  pontífices afirmou ter visto no cimo do edifício o Arcanjo São Miguel.

 

 

Passámos então, com intenção de acedermos ao centro da cidade, a ponte sobre o rio Tibre, que tem o mesmo nome do castelo, e é decorada por anjos esculpidos por Bernini.

 

 

 

Chegámos assim à  Praça Navona, onde, sentadas numa gelataria, e deliciando-nos com um dos famosos sorvetes italianos, pudemos apreciar a riqueza barroca das suas três fontes - de que se destaca a fonte, central, dos quatro rios, construída pelo mesmo famoso Bernini, e onde estão representados os quatro continentes, por via dos seus rios mais emblemáticos: Europa ( Danúbio ) África ( Nilo ), América ( Rio da Prata ), e Ásia ( Ganges), além da Igreja de Santa Agnese, desenhada pelo rival de Bernini, o também famoso Borromini.

 


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publicado por Cristina Ribeiro às 19:22

 

Depois de, desde bem cedo, ainda a manhã estava uma jovenzinha, termos explorado o Monte Esquilino ( outra das sete colinas de Roma ), e depois de termos visitado aquela que é a maior igreja dedicada à Mãe de Cristo -a belíssima Santa Maria Maggiore -, aí nos encontrámos com outros hóspedes do hotel, com os quais planeáramos uma visita às catacumbas de S. Calisto, das maiores das sessenta existentes nos arredores da cidade

 

Seguimos pela Via Ápia alguns quilómetros,

 

 

 

até encontrarmos um  pequeno casario, onde se encontrava já, à nossa espera, pois que fora previamente contactado, um padre que ia ser o nosso guia num enorme labirinto de corredores estreitos e muito escuros. Depois de nos recomendar que déssemos a mão uns aos outros, como única forma de não nos perdermos, acendeu uma candeia e, sempre em fila indiana, descemos várias escadas.

Bem abaixo do nível do solo, o ambiente, húmido, era quase irrespirável, e só à luz daquela podíamos ver os túmulos escavados nas paredes

 

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Só quando chegámos a um recinto com um altar, um raio de luz nos permitiu ver as pinturas alusivas aos primeiros tempos do Cristianismo: era a Capela onde se rezava a Missa.

Uma vez no exterior, o padre - um alemão que falava perfeitamente o inglês - contou-nos dos riscos que os cristãos primitivos corriam quando, no fim dos " espectáculos " no Coliseu, iam, ao coberto da noite, recolher os cadáveres das vítimas das perseguições religiosas.


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publicado por Cristina Ribeiro às 11:23

 

 

Cansadas, mas não deixámos ainda aquele que, além de centro de comércio, foi o centro cultural, político e judicial da Roma antiga.

Ruínas da Casa de Lívia, mulher do imperador Augusto, onde se podem admirar ainda pinturas murais, não muito longe das do Palácio de Séptímio Severo ( sendo que o monumento mais bem conservado deste fórum é o Arco erigido em sua honra ), tendo no meio as ruínas da que foi a residência privada dos imperadores - a Domus Augustana -, o belo pátio da Casa das Virgens Vestais, ajardinado e rodeado de formosas estátuas...

Aí terá funcionado também o Senado e os diversos tribunais.

Do outro lado, entre as Colinas Palatina e Aventina, vemos o que resta do que foi o Circo Máximo, a grande arena onde se realizavam jogos e entretenimentos vários, como as corridas de quadrigas, celebrizadas no cinema por «  Ben- Hur ».


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publicado por Cristina Ribeiro às 11:19

 

 

 

Não foi a primeira cidade que visitei em Itália, mas de tão impressiva que foi essa visita, na melhor das alturas, talvez, - princípio de Junho: tempo quente, mas não muito, bom para, durante oito dias calcorrear aquelas ruas, cada uma mais íngreme do que a outra, não deixando esquecer que, à semelhança de Lisboa estávamos na cidade das sete colinas, todas elas percorridas até me sangrarem os pés.

Comecei pelo Monte Palatino, onde a vista, primeiro diurna, depois nocturna, do fórum romano me deixou boquiaberta, pois se sabia que ia encontrar algo de grandioso, as expectativas foram superadas de forma a deixar-me sem palavras. Ia  munida de um guia, mas deixava a leitura sobre o que tinha visto para quando chegasse ao hotel: tive a consciência de que um simples minuto que parasse para o ler era uma perda de tempo. Apenas o tempo necessário para consultar o mapa, com legendas.


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publicado por Cristina Ribeiro às 10:49
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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