Quinta-feira, 01 de Março de 2012
 
 
 

De livro de João Bigotte Chorão, uma crónica intitulada « Poetas da Nossa Liberdade ». Fala de outro livro, de Mircea Eliade, « Bosque Proibido » , que o terá impressionado, como a mim, agora, comove, neste excerto:

" Era na II Guerra Mundial e em Londres, quando os bombardeamentos tinham o sabor de pão de cada dia. Mais uma vez as sirenes  faziam ouvir o seu apelo aflitivo: aí vinham de novo os aviões, as bombas, a destruição, a morte.(...) No romance de Eliade aquele formigueiro de gente que se atropelava enlouquecida nos abrigos, alguém, como que alheado da desordem circundante, lia tranquilamente um pequeno livro. Intrigado, mais do que isso, escandalizado com tal paz em tanta guerra, um vizinho não conseguiu dominar-se e perguntou: - Que lia, e como podia ler ali?

Levantando os olhos do livrinho, o sereno leitor respondeu que lia Shakespeare. E acrescentou que se uma bomba caísse ali não mataria um escravo, mas um homem livre - um homem que se evadia do cárcere, do medo e do ' trágico quotidiano' pela fantasia, a poesia, a filosofia , a mística... "



publicado por Cristina Ribeiro às 22:49
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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