Domingo, 27 de Agosto de 2017

da língua portuguesa, é sempre com prazer que leio - e releio! - autores como Camilo, Tomaz de Figueiredo ou João de Araújo Correia. Desta feita são os " Pontos Finais " que me chamam de novo. Alguns capítulos já os lera, tempos atrás, mas a urgência doutro livro, não lembro já qual, obrigou-me a adiar a leitura a que hoje volto. E logo castiço vocábulo me empurra para aquele conselho do nosso grande esgrimidor do vernáculo.

Sim; neste tempo de facilitismos digitais, os velhos dicionários, Morais ou outro, ainda nos movem, com vantagem!

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publicado por Cristina Ribeiro às 18:40
Terça-feira, 20 de Maio de 2014
 

o autor da « Enfermaria do Idioma », com a autoridade de quem mostrou, no muito que escreveu, cuidados tamanhos com a Língua da Pátria Grande, vem nesse seu escrito zurzir, em acto premonitório, já se disse, o que houveram por bem designar acordo ortográfico, em dia de falha inspiração; aborto, veio depois a correcção.

Certeiro, quando escreve: " Letras aparentemente ociosas campeiam em qualquer Língua aparentada com o Português. Alguém convencerá o Espanhol a suprimir o d de soledad? Alguém convencerá o Francês a suprimir o de gilet? Dirá o espanhol que o d lhe abre o a. E o Francês que o t lhe abre o e.

Antes o " gilet " fique sem botões do que sem e aberto - diria o Francês com aborrecida graça, a quem lhe propusesse a supressão do " t ".

            Nós, se nos quiserem tirar o c de espectador, somos capazes de concordar. Não diremos que o abre o que tem às costas, não diremos que é preciso distinguir espectador de espetador, não diremos nada. Nem sequer diremos que o , em muitos casos, deve subsistir para nos não divorciarmos de civilizações latinas, próximas da nossa civilização. Haja em vista o de actor e outros. "

 

Como estava longe, João de Araújo Correia, dos Malaca Casteleiros. Mas previu que eles nos pudessem surgir pela frente. E disse-nos para resistirmos.



publicado por Cristina Ribeiro às 22:10
Quarta-feira, 09 de Abril de 2014

" No tempo em que fui seu aluno [ Senhor Teotónio ], a Língua portuguesa ainda se mantinha, como se costuma dizer, nas suas tamancas. Tinha sua prosápia de Língua limpa. De então para cá, o que tem feito é despir a farpela e rebolar-se na lama. Vejo-a cada vez mais enlameada. "

 

 



publicado por Cristina Ribeiro às 16:08
Terça-feira, 18 de Fevereiro de 2014
 
 o escritor não se cansa de zurzir os que à língua pátria dão tratos de polé, a quem, muito justamente, chama ingratos, e não foge João de Araújo Correia de dizer que " uma das causas da degeneração da nossa língua é o descaso que toda a gente faz dos escritores portugueses "; ainda se tal ingratidão " recaísse apenas em escritores maus "...
Mais diz: " O culto dos nossos livros, dignamente escritos, desapareceu. A prosa dum Herculano, dum Garrett, dum Camilo, dum Eça ou dum Ramalho jaz arrumada em prateleiras como corpos mortos em gavetões de jazigo. "

É mesmo de Ingratidão que se trata, esse aleijão que veio para ensombrar a vida em Portugal, e não apenas no que à língua se refere.


publicado por Cristina Ribeiro às 12:37
Sexta-feira, 02 de Março de 2012

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João de  Araújo Correia fez-se também apologista da ' pátria pequena '- o Douro que lhe foi berço (...) Mestre da língua pela clareza, a pureza, a correcção, reconhece-se na prosa de João Araújo Correia, a herança clássica de Bernardes e de Camilo, a que veio juntar-se o património da linguagem popular »

                       ( « O Escritor na Cidade », de João Bigotte Chorão )

 

 
 
 


publicado por Cristina Ribeiro às 00:14
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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