Quarta-feira, 02 de Julho de 2014
" Esse olhar silencioso
Em que lingua se traduz?
Fala-me, oh astro saudozo
luz do céo, pallida luz!

A encantadora simplicidade dos versos de João de Deus, o seu caracter espontaneo e apaixonado, traduzindo em formas singelas e irreprehensiveis os sentimentos da sua bella alma - eis as qualidades que fizeram do poeta um vulto litterario de primeira grandeza ( ... )
A frescura, a ingenuidade e a vehemencia do seu lyrismo recordam-nos as eclogas de Bernardim Ribeiro, o poeta apaixonado e terno ( ... ) "
Fortunato de Almeida, « Revista Contemporanea »

Mas não é só esta faceta de poeta que vou buscar ao baú do meu Pai, em forma de estantes. Nas estórias que ia contando, a que retenho mais longínqua no tempo é a de ter aprendido ele a juntar as letras pela Cartilha Maternal, ainda antes da entrada na Escola Primária, devendo tais bons ofícios à generosidade do que havia de ser o seu professor durante os quatro anos curriculares, vizinho muito próximo, que nunca esqueceu até ao fim dos Seus dias, indelével foi a marca que deixou na Sua vida, de molde a considerá-lo « o segundo pai ». Basta dizer que, franqueando-lhe a sua biblioteca, O cativou para sempre para o amor aos livros.


publicado por Cristina Ribeiro às 07:50
Jorge, oraetlabora:
" Agradável tertúlia literária !

Bela a lembrança de Duarte Meira ao evocar outros algarvios, grandes nomes da Literatura Portuguesa, injustamente esquecidos hoje, mercê porventura da grosseira ignorância que grassa pelos detentores das pastas da Cultura:

o excelso Poeta de Alte (Loulé) CÂNDIDO GUERREIRO (no meu tempo do Liceu, passava sempre por aquela que fora a sua casa, nas imediações do Liceu, e que era conhecida pela "Casa do Poeta"...);
e o insigne tribuno e Poeta de Olhão, JOÃO LÚCIO, autor de uma antologia poética de assinalável valor.

Gostaria de fazer presente aqui um outro Poeta algarvio (também já falecido), decerto ainda mais desconhecido do grande público, mas que é um escritor de fino recorte: ANTÓNIO PEREIRA. Natural de Armação de Pera, concelho de Silves, o seu poema "A minha rua tem o mar ao fundo" é um hino à terra natal, mas imerso num profundo louvor a Portugal.


Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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