Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

 

esquilos e ouriços?, pergunta a Margarida. E lembrei-me da colónia de esquilos que se propagou pelo monte do Sameiro: todos os dias, quando ia à janela, defronte da qual há um pinheiro, via um animalzinho desses a descascar uma pinha, para lhe tirar os pinhões. Dizia-se que terá sido alguém que trouxe um casal, que depressa se multiplicou. Nunca consegui fotografá-los, porque assim que pressentiam a presença humana fugiam com as patas que tinham e com as que não tinham... Como já não os vejo há tempos, quando li o comentário da Margarida, perguntei cá em casa se terão desaparecido; que não, que andam noutros lugares do monte, onde ainda há pinhões.

 

Novembro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 22:00
Domingo, 18 de Outubro de 2009

 

 

mas este impunha-se, porque quando se noticia uma tempestade, em havendo bonança, há que dela dar conta. Uns dias depois do envenamento do Gaudi, eis que nos apareceu à porta um cachorrinho, preto também, e logo adoptado pelos outros dois da mesma espécie,. Banho tomado e alimentado, parece a sombra destes, demonstrando ainda um certo receio das pessoas, o que faz pensar num passado conturbado. Dei-lhe o nome de Kinsky. Com um gato chamado Klaus, espero que seja um bom presságio para uma nova história de amizade

 

Novembro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 13:12

 

 

que lembro uma " coisa nossa " sempre associada ao sol de Outono, lembrança que me foi avivada por um comentário de José Manuel Barbosa. Feita a marmelada, enchiam-se as tigelas, que iriam em seguida espalhar-se pelo jardim, para apanharem o sol que ia ajudar no processo de solidificação, passo necessário para que se mantivesse em bom estado todo o Inverno, por mais húmido que este fosse . Como o papel vegetal que as cobria não afastava as vespas, sempre prontas a espetar o ferrão em quem ousasse intrometer-se entre elas e o manjar, o melhor era que nós, as crianças, nos quedássemos ao largo- no caso de, mesmo assim, não escaparmos à picada, haveria sempre um bago de uva, ou o aço de uma faca, para aliviar a dor.

 

Novembro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 13:04
Sábado, 17 de Outubro de 2009

 

 Eram os «Três Mosqueteiros», até hoje de manhã, bem cedo. O D'Artagnan desta história de amizade incondicional fora atropelado havia tempo. Às sete horas o Gauguin começou a ladrar. Apercebera-se já que algo de anormal se passava com o seu amigo Gaudi, o preto . Fomos ver: um cão tão meigo e amigo acabara de ser envenenado.

 

Outubro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 22:49
Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

 

 

Enquanto nos campos , e debaixo deste céu muito azul, continuam as vindimas,

 

 

e começa a apanha do milho,

 

 

 

 

cá por casa mexem-se as grandes panelas da marmelada e da geleia de marmelo, que hão-de adoçar os chás dos fins-de-semana de Inverno, a melhor das molduras das longas conversas, no aconchego que se há-de fazer.

 

22 de Setembro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 13:34
Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

 

 

É o que sou, apesar de, juntamente com o nome de baptismo, me terem sido dados estes dois emblemas para cuidar. O do Vitória,por ser o da minha terra: nada mais natural, pois. O do Sporting pela muito que impressionou o meu pai, quando, no serviço militar feito em Lisboa, ainda viu jogar «os cinco violinos», o que depois transmitiu aos filhos. Hoje, de entre os irmãos só um é benfiquista, o que dá azo a pequenos conflitos entre os mais ferrenhos; quanto a mim, limito-me a mostrar contentamento quando um deles ganha, contentamento em dobro quando ganham os dois. Quando acontece defrontarem-se os dois clubes, o meu desejo é que ganhe aquele que mais precise da vitória.

 

Agosto de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 12:49
Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

 

Este fim-de-semana,e ao contrário do que é normal, não trouxe o meu gato, o Klaus, comigo para Braga. Sabia que ficaria bem com a minha mãe, a quem já conhece , e teria a liberdade que não tem num apartamento, sem ter de sofrer o calor que tanto pêlo agudiza. Nunca ele comeu outra coisa que não Whiskas, comida própria para animais. Limitava-se a cheirar o que punha no meu prato, sem mostrar qualquer apetência por outro alimento. Hoje de manhã recebi um telefonema da minha mãe "-Sabes uma coisa?" Pensei que me queria contar algo de muito inusitado, dado o tom de quem vai contar uma novidade extraordinária. "-Então o que é que foi?" "-Ontem à noite o Klaus sentou-se a meu lado, enquanto eu comia; dei-lhe um bocadinho de peixe, e ele comeu! "

 

Agosto de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 23:33

 

li, num livro infantil, duma sobrinha, da lenda que lhe originou o nome, bem como o da serra onde nasce. Ao passar pela serra de Agra, nas cercanias de Vieira do Minho, um cavaleiro apaixonou-se por uma pastora, que aí pastoreava cabras. Mas, depois de viverem dias de intenso romance, o cavaleiro teve de se ausentar. As lágrimas que a enamorada começou nesse dia a verter depressa formaram um caudal imenso, tanto mais que o cavaleiro tardava. Desejou a pastora ser ave, para ir ao seu encontro, e Ave passou a ser o rio causado pelo seu pranto; da Cabreira, a Serra que assistira ao enlevo e ao desencanto...

 

Julho de 2088



publicado por Cristina Ribeiro às 02:52
Sexta-feira, 09 de Outubro de 2009

 

De outra vez, pusemo-nos a caminho de Vila Real de Trás-os-Montes: o objectivo da excursão familiar era visitar a casa onde Camilo vivera com sua irmã e cunhado, e onde recebera sólida educação literária, ministrada pelo irmão deste- o Padre António de Azevedo, a quem sempre acarinhou como o Mestre-, em Vilarinho de Samardã, lugar de romagem obrigatória para um tão grande admirador da obra camiliana, como o meu pai é. Por circunstâncias várias, nomeadamente a dificuldade em achar a casa, chegámos a hora tardia, num momento em que os mais pequenos barafustavam, com fome: havia muito já que passara a hora do almoço... Foi assim que um deles, vendo a porta fechada (a chave tinha-a uma vizinha) , se saiu com esta: -"Podemos ir almoçar, porque ele não está em casa."...

 

 

 

 Abril de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 21:41

 

 

Desde bem cedo o meu pai incutiu em todos nós o gosto pelas visitas ao nosso património histórico e a museus. Esse gosto passou, depois, para os sobrinhos, pelo que todos os fins-de-semana e "pontes" lá íamos conhecer mais um bocado de Portugal. Num desses fins-de-semana prolongados foi a vez de rumarmos até Almeida, onde ficámos na Pousada Senhora das Neves, para, partindo dali, visitarmos a região: vimos todas as praças fortificadas da raia, desde Figueira de Castelo Rodrigo, Castelo Bom, Castelo Mendo, Castelo Melhor No dia em que preparámos o regresso, um dos sobrinhos mais pequenos perguntou ao avô qual seria o castelo a visitar nesse dia, de tal maneira lhe estava a agradar o programa...

 

 

 Abril de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 19:29
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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