Domingo, 21 de Março de 2010

 

quando vimos o comboio com destino a Antuérpia, nós, as irmãs, porque a sobrinha é ainda muito pequena para saber da importância dessa cidade na nossa História, tivemos o mesmo pensamento: dispuséssemos de mais tempo e iríamos, seguindo os passos dos nossos compatriotas dos séculos XV e XVI, mas de um modo incomparavelmente mais confortável, em demanda da Flandres, ali tão perto; Bruges e Antuérpia, são cidades nossas " conhecidas " desde que ouviramos falar nas Feitorias, onde se comercializavam as riquezas trazidas, depois de muitos trabalhos, da Índia, e desde então a vontade de " voltar " a visitá-las. Não seria ainda desta vez que lá iríamos procurar vestígios da passagem do amigo português de Erasmus e de Dürer.

" Não há tempo. Fica para outra altura; há mais marés que marinheiros ", prometemo-nos.



publicado por Cristina Ribeiro às 22:18
Terça-feira, 09 de Março de 2010

 

à cidade que se debruça sobre o Rio Elba, Jaime Nogueira Pinto chama a Lourenço Marques a Varanda do Índico; de todo um Oceano desbravado pelos valentes marinheiros que partiam do Tejo sem saber mínimamente aonde iriam aportar, ou, sequer, se a braveza do mar os deixaria arribar aonde quer que fosse. E eu que nunca fui a África, e só a conheço de relatos como este, sou levada a pensar que sim, que a cidade é mesmo essa varanda, construída pela Natureza, mas onde é inegável a mão portuguesa, aonde podemos e devemos sempre voltar, depois de uns devaneios que nos desviaram da rota certa.



publicado por Cristina Ribeiro às 19:37
Terça-feira, 17 de Novembro de 2009

 

volumes sobre as duas guerras mundiais, fácil se tornou o extrapolar para o que em Portugal se passava à época: recorro à compilação dos fascículos, assinados por Aniceto Afonso e Carlos de Matos Gomes, publicados pelo Diário de Notícias: « A guerra não desatou o nó górdio. Também não foi a última das guerras. O mundo novo prometido não passou de uma grande ilusão. Os povos europeus, destroçados (...) , foram-se erguendo sobre os seus mortos». A revolução da rotunda acontecera havia pouco tempo, e a participação de Portugal no conflito, através do Corpo Expedicionário Português, apenas visava os interesses dos próceres do Partido Republicano, que assim pretendiam a aceitação internacional, sem olhar a meios.

 

 



publicado por Cristina Ribeiro às 20:50
Sábado, 07 de Novembro de 2009

 

" A melhor viagem de sempre ", dizem. Mostram fotografias, contam histórias. Muitos sorrisos quando falam neste e naquele. Episódios de empatia. Mais sorrisos. O calor que transmitem. As saudades que já sentem, Lá, deixaram a promessa de voltar. " Na roça de Portalegre, - contam- perguntam-nos porque é que os portugueses não voltam ".

 

Janeiro de 2009



publicado por Cristina Ribeiro às 00:41
Terça-feira, 27 de Outubro de 2009

 

 " Chega de tentar dissimular, e disfarçar, e esconder", e o sol me ofusca, tanto que me levanto para baixar um pouco a persiana - qual dia cinzento?, rio para dentro-, leio, na biografia que dele escreveu Maria Filomena Mónica, que, no leito de morte, Fontes Pereira de Melo terá dito à sobrinha «Vou fazer falta».

 

Novembro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 19:23
Domingo, 25 de Outubro de 2009

de Fontes Pereira de Melo, de Maria Filomena Mónica, para notar que " Em 1859, eram adoptados os círculos uninonimais (..,) Que teria passado pela cabeça de Fontes, um centralista notório, para patrocinar uma lei que retirava poder ao Executivo? A resposta só pode ser uma: a de que se vergara à vontade do rei. De facto, desde há muito que D. Pedro V se vinha a queixar da forma como decorriam as eleições em Portugal(...); detestava a centralização do sistema. As suas ideias eram claras: « A centralização, se reduz a acção do teatro político à capital, se separa a vida das classes governantes da vida do povo e o força a viver desafiando a lei, é, na sua própria natureza um sistema constitucional incapaz de funcionar ». O bem estar do país exigia, pensava, a aprovação de uma lei eleitoral que aproximasse os eleitos dos eleitores" E anda essa palavra- povo- por demais na boca dos políticos de hoje... Contrária a uma regionalização, que , com os autarcas que temos, mais não serviria senão para fazer crescer mais ainda o negro fantasma da corrupção, a descentralização, com reforço, controlado, dos municípios, penso-a, também, essencial ao tal bom funcionamento do sistema.

 

Dezembro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 01:03
Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

 

 se festejar com uma importante cerimónia religiosa a vitória na batalha de Aljubarrota. (...) eram expostas as peças oferecidas por D. João I: o loudel [ que usara na batalha ], a que o povo chamava pelote, e o presépio de prata dourada [ do espólio castelhano ]. 

No ano de 1638, um padre franciscano, Frei Luís da Natividade, foi porta voz do sentir de todo o povo português" (...) quando se dirigiu ao pelote nestes termos:"  - Pelote roto, pobre, esfarrapado e alanceado, hoje é mais próprio chorar mágoas presentes do que celebrar vitórias passadas"

Um pequeno excerto do livro «D. João I e Guimarães» . Referia-se o frade ao domínio filipino, mas se fosse a repetir agora o sermão, poderia utilizar as mesmas palavras.

 



publicado por Cristina Ribeiro às 22:38

 

-  a dinastia Joanina ou de Avis. Durante o seu longo reinado de 48 anos travou-se a batalha de Aljubarrota, conquistou-se Ceuta e descobriram-se os arquipélagos da Madeira e dos Açores. Portugal abriu-se ao mundo e conheceu uma nova época. No dizer de Fernão Lopes, D. João I foi o mais excelente dos reis. Um monarca cheio de qualidades que soube ser justo e bondoso, que soube amar o seu povo e por ele ser amado, que soube cumprir as promessas feitas, e que deixou de si tão boa lembrança que ficou conhecido como " o rei de Boa Memória». Hoje, uma sobrinha trouxe-me, muito satisfeita, este livro, que a mãe lhe comprara ontem no Museu Alberto Sampaio, dizendo que já ia a meio e que estava a gostar muito. Tem sido exemplar o trabalho desenvolvido pelos colaboradores do Museu , de divulgação da nossa História, no caso concreto, pela Drª, Rosa Maria Saavedra. Já no mês de Maio, assisti, com ela, a um Teatro de Marionetas, em que era contada a vida do grande Patrono daquela Casa, o que fora precedido por mais um livro sobre a mesma temática. E não ficarão por aqui, muitas que têm sido já as iniciativas destinadas a não deixar esquecer os nossos Grandes.

 

Novembro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 21:27
Sábado, 17 de Outubro de 2009

 

foi, a par do entusiasmo do Professor José Hermano Saraiva, o papel desempenhado pelo meu professor de História, Dr. Rui Madureira, no gosto que, desde logo, me foi transmitido pela disciplina. Não será tarefa fácil conquistar o ânimo de crianças de dez anos para o estudo de uma coisa que já faz parte do passado, pois ser-lhes-á difícil compreender como é que esse Passado se projecta no Presente, mas também no Futuro. No fim de cada tema estudado, o Professor desafiava-nos a, com base nos seus ensinamentos, "colorirmos" o que dele retivéramos. Foi assim que, no fim desse primeiro ano, pudemos mostrar orgulhosamente uma pasta cheia de desenhos do Pinhal de Leiria, de caravelas e naus ou de Padrões que assinalavam a chegada dos portugueses "aos novos mundos".

 

Outubro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 01:45

 

travava-se, junto ao pequeno rio do mesmo nome, a decisiva Batalha do Salado, na região de Tarifa e nas proximidades do estreito de Gilbraltar. A coligação dos dois Afonsos, a que se juntaram também efectivos aragoneses, e mesmo genoveses, conseguira infligir uma pesada derrota aos exércitos muçulmanos do reino de Granada e do império merínida de Marrocos, naquela que foi a última grande tentativa de invasão islâmica da Península Ibérica." ( Bernardo Vasconcelos e Sousa, in « D.Afonso IV»- Círculo de Leitores ) Dois anos depois, « O Bravo» mandava erigir em Guimarães, defronte à Igreja da Senhora da Oliveira, e em honra de Santa Maria da Vitória, um monumento comemorativo dessa Batalha: O Padrão do Salado.

 

Encontravam-se, nessa altura, os dois monarcas vizinhos desavindos por causa do descaso, e até humilhação a que o castelhano sujeitava sua mulher, e filha do rei português, D. Maria de Portugal. Mas, face ao perigo que vinha de Marrocos, e por intervenção da própria Rainha de Castela, a mesma D. Maria, que implorou ao pai ajudasse o marido infiel, episódio que Camões tão bem ilustrou nos Lusíadas, nas estrofes que dedica à " fermosíssiomas Maria", os esforços dos cristãos foram recompensados, esquecendo o que os desunia.

 

Outubro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 01:24
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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