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O Tempo Esse Grande Escultor

Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...

O Tempo Esse Grande Escultor

Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...

Foi graças ao muito trabalho dos meus pais

Cristina Ribeiro, 27.02.10

 

Que eu e os meus irmãos passámos mais ou menos " incólumes " a , na altura já mais amainada, semi-tormenta do final dos anos sessenta, sem as privações que víamos nos vizinhos, mas apenas com privaçõezinhas. É verdade que nunca então vi, como há dias, a miséria extrema, a mesma de que ouvi falar os mais antigos. Quer a família de um quer de outro tinham começado por ser moleiros, mas ambas acabariam por se entregar à indústria local, a de garfeiros, e foi nela que o meu pai, feita a tropa em Lisboa, se lançou em negócio próprio. Começou aí, para ele e para a minha mãe, com quem entretanto casara, uma vida árdua, que se foi tornando mais custosa com a chegada dos filhos. Foi uma época difícil, essa, em que todos os dias se ouvia de mais um que fora a monte para França ou para a Alemanha, em busca de uma vida melhor. Como agora.. Lembro os serões que passávamos a fazer aqueles pequenos trabalhos que a nossa tenra idade permitia, muitas das vezes numa luta gigantesca com o sono . Uma vida muito disciplinada, em que nos contentávamos com o pouco que nos podiam dar.

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