Sexta-feira, 04 de Dezembro de 2009

 

Sabia mais de metade da missa, sim senhor, que a ela a Zefa sempre se confiara; não sabia era que o desfecho, que adivinhava já, se fosse dar tão cedo. Mas ele havia coisas que não eram para publicar... Assim pensava Marianinha quando lhe entrou pela casa adentro o seu homem esfomeado: que fosse tirar das mãos a terra, que a merenda não tardava na mesa... Depois que o viu saciado, sentou-se-lhe em frente e pediu a dispensasse aquela tarde do trabalho que sabia ser farto, mas era uma precisão o que ia fazer,que não podia deixar para outro dia, e, ademais, estava fiada de que lhe traria notícia de quem os iria ajudar no amanho da terra... Ficou-se a vê-lo afastar-se, e, tirado o avental, meteu pelo caminho que levava a casa da amiga. Que não pagava a pena aquela tristeza, dir-lhe-ia; que cuidasse de olhar em frente, e para isso haveria muita gente a ajudá-la.Que pensasse no que de bom ainda lhe estaria reservado. Por ora, precisavam da ajuda dela lá na lavoura, e não tivesse cuidados com os pequenos, pois que não faltaria quem os acautelasse.


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publicado por Cristina Ribeiro às 23:20
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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