Terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Pôs-se, então, a falar com os seus botões:  os botões de camélia que ele lhe dera,

 

 

pensando talvez que essa oferta seria uma panaceia para todos os males que lhe fizera nascer no coração. Cada um desses botões era uma promessa de ver desabrochar uma daquelas flores tão perfeitas. Farta de ver promessas desmoronarem-se, não iria deixar aquelas murcharem. Até pô-las em água, logo que chegasse a casa, iria falando com os seus botões- ouvira dizer que as plantas gostavam que se falasse com elas.

 

 

Novembro de 2008


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publicado por Cristina Ribeiro às 18:59
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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