Domingo, 11 de Outubro de 2009

 

 até que a luz do sol o permitiu, as mulheres da vizinhança reuniam-se, à volta da lareira se já fazia frio, e, na dobadoira, transformavam as maçarocas de linho em meadas, primeiro, e novelos, depois. A fim de tornarem mais leve esta tarefa, afinavam as vozes e cantavam

 

Doba, doba, dobadoira,

Não m'enrices a meada,

Quero dobar o novelo,

Tenho a minha mão cansada.

 

O novelo já é grande,

Já me não cabe na mão.

Doba, doba, dobadoira,

Dentro do meu coração

 

 ( Junho de 2018 )



publicado por Cristina Ribeiro às 16:15
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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