Domingo, 11 de Outubro de 2009

 

amanha-se a terra, que há-de ser, leio n«Os Mesteres de Guimarães», «mimosa e regadia (...); no lus-ca-fus da minhã, mal se enxerga, já o lavrador amante do trabalho anda na carrega dos estrumes, feito o que, vem o arado» que se atou a um jugo de bois. Só então, se fará a sementeira : «arrojando para a extrema do campo seu chapéu o lavrador faz o sinal da cruz, e o primeiro punhado de linhaça é arrimado à terra».

 

 

Atirado o último, «ergue a sua idea ao céu e murmura: -Que Deus te ponha a virtude e me dê a mim saúde!»

 

 

Fins de Junho o linho deitou a flor «pequeninha e anzur, é o regalo dos olhos»; quando esta já foi desfeita pelo vento, é «sinal de que está maduro para ser arrincado».

 

 

/Começos de Julho: «O sol bebeu o orvalho do linho. São muito hórinhas de o arrincar». E canta-se «Trabalhos do linho querem sol e vinho" porque este é, como é regra nos trabalhos de lavoura, mais um momento em que do árduo se faz festa.

 

Junho de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 12:49
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