Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010

 

 

 

 

mas não resisti a uma pequena ronda pela blogosfera. E atentei especialmente numa pergunta que nos fazia  Afonso Miguel: " e se D. Nuno estivesse estado sempre presente na nossa história? E se nos tornássemos um pouco à sua imagem para o fazer viver no tempo presente?

 

Para mim, que desde sempre o admirei tanto, em todas as facetas de uma vida ímpar, que nele vejo uma das figuras em que mais se espelha o orgulho de ser portuguesa, a resposta foi óbvia - teríamos Portugal de volta, tenhamos nós o valor de pegar no seu exemplo, que penso, pelo que dele sei, mais um homem de acção do que de palavras: essas, deixou-as ele para o Dr. João das Regras.

 

 

Considero o agora São Nuno de Santa Maria como aquele que logo a seguir ao nosso primeiro Rei melhor personifica o amor à Pátria; D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, vai mais longe ao dizer que D. Nuno foi o segundo fundador da Pátria portuguesa .

 

 



publicado por Cristina Ribeiro às 00:09
Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010

 

 

noites como aquela, pensava, e ia dizendo, ainda que não estivesse lá ninguém, afora o gato, para a ouvir, ao passo que afastava o banco da lareira -  cuidado com as fogueiras, Ti'Ana!,  dissera o Dr. João dias antes, quando passava à porta de casa dela, a caminho do posto médico.

Já o pai dizia não haver Maio que não rompesse uma croça.

Por isso não era de espantar aquele bater nas vidraças, da chuva que caía a bátegas. Sentia - isso sim! - era pena do bichano, que àquela hora gostava de dar a sua voltinha lá pelo monte, nunca se demorando muito, pois devia sentir a falta que lhe fazia tê-lo ao pé; sempre tinha com quem parolar, e como o via atento às suas falas, benzesse-o Deus!

Ali estava ele, todo enroladinho, num ronronar que para ela era aconchegante, a única criatura que não a abandonara ainda. E com ele ali, até as noites passavam mais depressa, ela que sempre tivera medo do escuro.

 


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publicado por Cristina Ribeiro às 23:45
Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010

 

 

Terminava naquele dia a exposição, organizada pelo museu Van Gogh, de Amesterdão, « Rembrandt / Caravaggio », em que se realçava a convergência da técnica pictórica entre os  dois grandes pintores do Barroco , que nunca se tinham encontrado: nem no tempo, nem sequer no espaço, holandês o primeiro, italiano o segundo. E não queríamos perder a mostra, que se previa, talvez, acontecimento único.

 

 

Mas a Margarida, a sobrinha, estava cansada. Acabáramos de chegar de Delft, aonde foramos logo de manhã, e aí andáramos durante todo o dia, debaixo de um sol escaldante. Queria descansar.

Propusemos-lhe então ir eu e a mãe, à vez, visitar a exposição, enquanto a outra ficava com ela sentada no grande relvado. Que estava bem.

Eu seria a primeira a ir para a enorme fila do museu, tão grande que o museu  achara por bem alargar o horário.

Não tinham passado ainda  dois minutos, quando vi a Margarida, com a mãe, juntar-se-me na espera.

Que pensara melhor, e, depois de nos ter ouvido acentuar a  importância da exposição, tivera medo de depois arrepender-se se não fosse.


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publicado por Cristina Ribeiro às 22:37
Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010

 

 

 

 

( Lenço dos Namorados- Vila Verde )

 

 

em que o dia cede passagem à noite, mas em que no céu a lua já ocupara o seu lugar, e curava de não deixar as gentes nas trevas da escuridão, para acabar de bordar a perninha do M, entrelaçado com o A. E o lenço estaria pronto...

 


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publicado por Cristina Ribeiro às 22:01
Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010

 

 

 

Uma garrafa com a forma de frade rechonchudo, no hábito castanho, cheia de água-pé. Castanhas, saídas do borralho, que queimavam as mãos.

Dia de S. Martinho. Continua a haver castanhas, mas o fradinho, esse,há muito que desapareceu.


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publicado por Cristina Ribeiro às 20:15
Domingo, 07 de Novembro de 2010

como colorido terá sido o dia de hoje nesse Douro vinhateiro de encantos tamanhos. Da última vez que lá estive, o Outono entradote já, como agora, não deixara os créditos por mão alheia.
É dele que leio, em livro de Maria do Carmo Serén, ilustrado com lindíssimas fotografias da Casa « Fotografia Beleza » :
                       "... ao fotógrafo impõe-se, antes de tudo, o Douro como rio, senhor de todas as paisagens ( ... ). Gargantas estreitas e maninhas, no fundo de montes castrejos, curvas largas onde as casas acedem, confiantes, até à margem. É o tempo, ainda, do rio indominado, sem barragens, sem controlo.  ( ... )
Este é o mesmo Douro da vindima, trabalhador e eficiente, com velhos e crianças no trabalho, mulheres na poda, os homens nos cestos e no lagar: a vinha poeirenta, o brilho do xisto, a coreografia é a de todos os tempos, o ritual é o de sempre. "
Foi este Douro, alegre mas com um rasto de melancolia, que encontrei naquelas viagens que, em família alargada, onde pontoavam as vozes ruidosas dos sobrinhos pequenos, a curiosidade a brilhar nos  espelhos dos seus olhares irrequietos.


publicado por Cristina Ribeiro às 19:27
Segunda-feira, 01 de Novembro de 2010

 

 

 

Nunca esta música - tão linda que é! - se integrou tão bem com as imagens.

A comoção renova-se a cada visionamento.



publicado por Cristina Ribeiro às 20:10
Segunda-feira, 01 de Novembro de 2010

 

 

Continuando a leitura de « D. Carlos », de Casimiro Gomes da Silva, ontem iniciada, tiro da estante o livro homónimo de Rui Ramos, para reler algumas coisas que nele me prenderam a atenção ( sempre as associações...).

A frase " Os reis de hoje são, por vezes apenas, pouco mais do que celebridades, figuras que geram mais noticiários para as colunas de sociedade e revistas cor-de-rosa do que para as páginas de análise política. D. Carlos não foi um rei desses. ", lembra-me o escarcéu que se fez quando  o Príncipe Carlos, da Grã-Bretanha, entendeu ser seu dever intervir na vida pública do seu país. Qual o espanto de o futuro Chefe de Estado sentir como sua essa obrigação?

Se um dia aos portugueses for reconhecido o direito de escolher entre Monarquia e República, e, depois de desfeitos todos os mitos e mentiras que esta alimentou, se optar por aquela, só entenderei a mudança de regime se ao Chefe da Nação forem reconhecidos plenos poderes de governação ( o que modernamente sucede nomeadamente no Mónaco e em Liechtenstein, com o agrado popular ).



publicado por Cristina Ribeiro às 18:45
Segunda-feira, 01 de Novembro de 2010

 

 
 

 

Há dois ou três anos, uma irmã foi à Jordânia, e o relato que então fez do que viu, e sentiu, naquele país, é agora corroborado pelo relato que, após uma visita, faz Jaime Nogueira Pinto, em que nos dá conta de um país árabe " especial ", civilizado, bem diferente dos países árabes que o rodeiam, onde a Educação é, realmente, uma prioridade ( e aposto que sem que ninguém alardeasse tratar-se de uma " paixão " ).

E tudo isso repousa na obra política da dinastia hachemita, de Hussein ben Ali e dos seus filhos Abdullah e Feisal (do Lawrence da Arábia), continuada pelo falecido rei Hussein, rei carismático, soldado, desportista, cosmopolita, com a sua série de rainhas


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publicado por Cristina Ribeiro às 18:31
Segunda-feira, 01 de Novembro de 2010

Num dia cheio de sol, vejo os campos muito verdes.

Aqueles que os patos bravos não conspurcaram ainda, e, tendo memória de como tudo isto era há trinta anos, é inevitável dizer- o que fizeram deste País, desde então ! -, acusação que reforço quando leio as notícias nos jornais on line.

Por essa altura - começos dos anos 70 - já se começava a ver melhorias, sustentadas, no panorama geral: todos os dias via filhos de lavradores passarem à minha porta,  a fim de apanhar a camioneta que os levaria a Guimarães, onde frequentavam o ensino secundário. Não se ouvia falar de corrupção entre os políticos...

Agora grassa por todo o país uma imoralidade gritante: os tais que " são mais iguais " do que os outros  a acumularem reformas sobre reformas milionárias, enquanto entre os " menos iguais " cresce, de dia para dia, a miséria.

Quando se começava a sair do " buraco ", e se vislumbrava já a liberdade, eis que voltámos para trás. Faltará muito para igualar o lamaçal da 1ª República?

O que fizeram deste 'País!



publicado por Cristina Ribeiro às 18:17
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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