Sábado, 13 de Novembro de 2010

 


 

 

entre amigos, e a eles todos dedicados, começo a ler jornais e a escalpelar as notícias de que só agora procuro eco.

Leio que Bento XVI, na mensagem do Dia Mundial da Paz, disse ontem que a maioria do povo israelita e do palestiniano anseia pela pacificação do território; sei que me repito ao dizer que essa vontade a vi eu materializada naquele bocado do Médio Oriente , mas também acho que nunca é demais afirmar uma realidade que tantos se esforçam por deturpar, torcendo-a a  seu bel-prazer, sempre com fins ignotos e enganadores, ajudando irrresponsavelmente, a que por aquelas bandas se eternize o inferno em cenário dantesco.

Incêndio ateado por um punhado de terroristas.




publicado por Cristina Ribeiro às 17:06

 

 

 

Chegada agora mesmo do Quénia, aonde fui transportada pelo filme « Algures em África », voo directamente para Viena aonde vou ouvir ( milagres da Tecnologia DVD ) o Concerto de Ano Novo;.Não tardará, espraiar-me-ei pelas margens do " Schone Blau Danau ", que fui encontrar cinzento ao passar pela cidade de Maria Teresa, e mais azul, mas por certo muito longe do encanto imortalizado pelo irmão Strauss, uns anos depois, na outrora também Absburguesa Budapeste.

 




publicado por Cristina Ribeiro às 17:03

 

 

 

 

Na mesa expõem-se os despojos de quase duas semanas de hostilidades benfazejas. Alguns aviam já as malas para, logo de manhã- " Bem cedo. Temos de evitar as filas de carros " -, rumarem a outros sítios mais ou menos longínquos.

Entretanto, bebe-se até à última gota do cálice ainda entre  nós, porque esse é um luxo que não podemos esbanjar.

As últimas gargalhadas, as últimas impressões,  " até à próxima oportunidade ".

O chá de jasmim arremata o jantar em que as palavras ditas,  e as que se adivinhavam, correram livremente, num leito sem fundo.

Aquecem-se as saudades que já se sentem.

 

Cada um de nós refugia-se no pensamento de que o reencontro será para breve.

 

E é então que me parece ouvir o eco da voz da Tia Doroteia: "Já te deitaste? Já dormes? ". Desligo o computador.



publicado por Cristina Ribeiro às 16:56

 

 

 

cada um deles traz o seu  contributo para a ceia.

No leitor, Nat King Cole vai aquecendo o ambiente, que trataremos de não deixar arrefecer, deitando achas na fogueira da amizade.

Depois virão as rabanadas e os formigos, num crescendo de doçura.

                         Tudo regado com vinho do quente Alentejo.

 

Quando, há momentos, abri a porta do frigorifico, para que uma amiga lá deixasse um bolo, disse-lhe: nunca ele esteve tão cheio, ao que ela replicou: é um bom prenuncio...

 

       Que as uvas, aqui ladeadas pelas tão da época maçãs da-porta-da-loja, vos tragam coisas boas no Novo  Ano!...



publicado por Cristina Ribeiro às 16:43

 

 Uma entre muitas palavras- tantas!- que despertam as memórias de infância, acantoadas não sei onde, mas sempre prontinhas a saltar cá para fora, às vezes porque foram evocadas, às vezes porque vieram atrás de outras.

 

Esta lembra-me o " SrArmindo ", um  vizinho solteiro, que morava numa casa muito, muito especial: a lembrar a toca do coelho que vimos nos livros com animais encantados, debaixo da terra, num sítio que já fora poço, e aonde se ia descendo umas escadas toscas de madeira, era muito apetecida por todos nós, e a nossa mãe já sabia onde nos encontrar sempre que desaparecíamos....

 

 " Cantar os Reis", ouvi, e logo me veio à memória aquela noite, escura, mas não sei se sem estrelas, em que fomos com o SrArmindo cantá-los aos vizinhos; longe, isolados que estávamos- só o tínhamos a ele por perto.

Lembro-me dos mexidos, da aletria e das rabanadas que enchiam as mesas, à espera dos cantores; mas é uma memória muito desfocada...

Saíamos de casa muito  agasalhados, porque a noite era fria, e com vozes mais ou menos afinadas cantávamos " Viva lá o Patrão desta Casa ".


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publicado por Cristina Ribeiro às 15:57

 

lembrados por João Amorim,  e aqui referidos pelo Nuno, denunciando a  forma torpe como foram tratados, a minha esperança está, só, no futuro: somos um povo com memória, e quando esta poeira, que anda no ar há já tempo demasiado, pousar, será a altura de lembrar.

                   Acredito que não se trata de mero wishful thinking: uma Nação antiga como a nossa sempre lembrou os seus maiores; um compasso de espera, apenas. No Futuro, no Futuro...



publicado por Cristina Ribeiro às 14:24
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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