Domingo, 07 de Novembro de 2010

como colorido terá sido o dia de hoje nesse Douro vinhateiro de encantos tamanhos. Da última vez que lá estive, o Outono entradote já, como agora, não deixara os créditos por mão alheia.
É dele que leio, em livro de Maria do Carmo Serén, ilustrado com lindíssimas fotografias da Casa « Fotografia Beleza » :
                       "... ao fotógrafo impõe-se, antes de tudo, o Douro como rio, senhor de todas as paisagens ( ... ). Gargantas estreitas e maninhas, no fundo de montes castrejos, curvas largas onde as casas acedem, confiantes, até à margem. É o tempo, ainda, do rio indominado, sem barragens, sem controlo.  ( ... )
Este é o mesmo Douro da vindima, trabalhador e eficiente, com velhos e crianças no trabalho, mulheres na poda, os homens nos cestos e no lagar: a vinha poeirenta, o brilho do xisto, a coreografia é a de todos os tempos, o ritual é o de sempre. "
Foi este Douro, alegre mas com um rasto de melancolia, que encontrei naquelas viagens que, em família alargada, onde pontoavam as vozes ruidosas dos sobrinhos pequenos, a curiosidade a brilhar nos  espelhos dos seus olhares irrequietos.


publicado por Cristina Ribeiro às 19:27
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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