Terça-feira, 01 de Junho de 2010

 

 

 

" dar de comer a quem tem fome ", e jurava a si mesma não se deter perante nada ( e se me aparece pela frente uma daquelas borboletas de asas muito coloridas? Já as não vejo há tanto tempo... ),mas depois...

Depois meteria por aquele caminho, que muito percorrera, em busca das florinhas lilases que nasciam aos molhos nos muros, ainda a mãe era viva, e não sentia, como agora, o peso das responsabilidades, a que, tantas vezes,sentia soçobrar.

E, só então, se permitiria sonhar; já com a sensação do dever cumprido, essa sensação de que o pai não deixava escapar uma ocasião de falar.


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publicado por Cristina Ribeiro às 19:06

 

 

 era certo que, depois daqueles dias todos de tormenta, o sol aí estava, para grande alegria do pai, sempre preocupado com as sementeiras, e com a poda que estava atrasada já.

Mas, se no exterior tudo amainara, o mesmo não podia dizer do que lhe consumia as entranhas: um desassossego, que as palavras do padre tinham tornado num tumulto do coração, quando falara em " lábios de mentira ".

Se ao menos a mãe estivesse viva...

              Mas a vida chamava por ela. O estômago do pai não tinha de pagar por estas suas divagações: afinal ele lá estava no campo, desde que o sol aparecera, a medo ainda.

 


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publicado por Cristina Ribeiro às 18:38
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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