Domingo, 14 de Fevereiro de 2010

 

  « Vista de Delft » -  Vermeer

 

dizia há tempos, referindo-me ao programa «Europa de Comboio », que passou, em episódios de mais ou menos uma hora, ao Domingo na RTP2. A última viagem assim feita levou-me ao interior da Holanda, num Junho bem ensolarado, por entre campos verdes semeados de cores mil, que vinham das muitas flores por ali espalhadas. Com uma irmã e uma sobrinha pequena, para quem o assento do comboio constituiu um evidente alívio, depois de tanto ter calcorreado as ruas de Amsterdão, desci, por fim, numa pequena estação de província: chegáramos a Delft, a terra daquele pintor tão apreciado, autor de alguns quadros admirados no Rijksmuseum- uma cidadezinha encantadora, também ela atravessada por canais, e repleta de edifícios, quer públicos quer de habitação, de fazer empalidecer de vergonha um português que se deite a comparar o que por lá se faz em matéria de preservação do património construído. Foi debaixo de um sol no seu máximo esplendor que entrámos na Nieuwe Kerk para olharmos o mausoléu de Guilherme o Taciturno, antes de encetarmos a viagem de regresso. De novo, a visão do comboio foi um colírio para os olhos da sobrinha, a quem, claramente, as pernas já pesavam...


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publicado por Cristina Ribeiro às 21:55

 

Falo-lhe, por exemplo, das tardes em que ia, com as amigas, lavar no rio, e como as aproveitavam bem. Pergunta-me se me lembro do grande tanque de granito no quintal dos avós; que sim, e como gostava de dar à manivela na grande roda que fazia trabalhar a bomba da água para o encher... " - Pois foi o teu avô que o mandou fazer, quando descobriu a maroteira ".



publicado por Cristina Ribeiro às 21:49

 

é mesmo isto que penso- quando um povo não merece os seus Maiores, é um povo em rápido processo de decadência...; ainda bem que não o puseram ao lado de alguns cretinos que teriam de andar muito para sequer chegar aos seus pés



publicado por Cristina Ribeiro às 20:48

 

leio, algures na blogosfera. Também não me admiro .Às razões aí aduzidas, acrescento a de um flagrante vazio que vai grassando, num crescendo imparável, por via da falta de valores, por demais evidente. Há dias dizia-me uma amiga que uma amiga comum conseguira ultrapassar uma fase menos boa porque tinha " amarras " onde segurar-se, que lhe vinham de um passado rico deles, de que se socorreu na hora de escuridão; e se eles faltam?


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publicado por Cristina Ribeiro às 20:44

 

com um livro, junto daquele ribeiro- do Carvalhal, disseram-; olhava à minha volta e via campos verdes, prontos para receberem as sementeiras que se aproximam, as vinhas recém enxertadas, os carvalhos que começam, muito lentamente, a adquirir nova folhagem, para substituir a que o Outono lhes levou, e toda esta frescura de paisagem, a fazer lembrar as gravuras antigas de um Minho Pitoresco, contrastando com o caos de construções que assola uma aldeia, que ainda lembro de ver sem as marcas da malfazeja intervenção humana, que parece só ficar satisfeita quando tudo estraga; mais crescia a revolta...



publicado por Cristina Ribeiro às 20:36

 

os cães e o gato, em pacífica confraternização, não sei se em amena cavaqueira, estirados ao sol, esquecidos daqueles dias mais cizentos, como esse em que lhes tirei o retrato. Sem se preocuparem com previsões meteorológicas, com os anunciados alertas amarelo ou laranja, limitavam-se a sentir o quente que vinha do céu.

Olhai os lírios do campo...


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publicado por Cristina Ribeiro às 19:03

 

 

fala o Nuno. Fui logo ver as de cá de casa, fotografá-las para trazer até aqui a Primavera que ainda não vem no calendário. Primeiro floresce a lilás, depois a branca, antecedidas pelas ameixoeiras, também elas brancas. Juntas, estas flores lembram a lenda da princesa, raptada pelo rei mouro, que tinha saudades da neve, e só se alegrou quando pensou vê-la nas flores brancas da amendoeira. Ir agora a Trás-os-Montes...

Mas, e numa variante da canção, por florirem as árvores não começa a Primavera, embora aqui e acolá ela se faça sentir,sem respeito pelos cânones ditados pela folhinha; sábia como é a Natureza, estará, talvez, a conjugar esforços para que as depressões se vão embora antes ainda do fim do Inverno.E o nosso contentamento desabrocha também

Mas faltam as andorinhas.



publicado por Cristina Ribeiro às 17:23
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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