Quinta-feira, 03 de Dezembro de 2009

 

Estava, pois, muito claro na minha cabeça: Londres seria o destino primeiro de uma provável futura viagem - sabia-o, ou antes, desejava-o - desde pequena. E quando tal se propiciou, lá fui à agência de viagens, cheia de expectativas, mas também de receios: era a primeira vez que ia ao Estrangeiro sozinha!, razão porque tratei que alguém da agência inglesa me fosse buscar ao aeroporto. Chegada a Gatwick, logo encontrei o meu " salvador "... À medida que íamos atravessando a cidade, ia-me apontando : este é o Hyde Park, o Serpentine, ali o Marble Arch...e eu a dizer-lhe, mais uma vez, que estava a realizar um sonho de criança...; simpático, ria-se deste meu deslumbramento. Como era cedo ainda, e o Hotel, vi no mapa, não ficava longe de Charing Cross Road, fui procurar a para mim já mítica Marks & Co., onde vira Anthony Hopkins vender livros raros. Já lá não estava, mas depressa vi que , se quisesse, facilmente me podia perder entre livros, não raros, certamente, mas ainda assim muitos livros... Apreciadora de biografias, não me foi muito difícil optar por uma de Jane Austen, que comecei a ler naquele mesmo dia, continuei a ler sentada na relva dos parques londrinos, e viria acabar já em Portugal. A Jane Austen que, dois anos depois, esteve na origem desta viagem.


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publicado por Cristina Ribeiro às 22:52
Quinta-feira, 03 de Dezembro de 2009

 

Pego no belo e nostálgico post do Nuno sobre os coretos de Lisboa - em Carnide, onde vivi uns anos, havia um, mas nunca lá vi uma banda a tocar ( e por cá passa-se a mesma coisa: lembro-me de, em criança, todos os Domingos ir ouvir a banda, muito boa aliás, e que agora, todos os anos, só oiço quando vem cá a casa tocar as Janeiras ) -, para fazer mais uma incursão pelo que de bonito retive da capital inglesa: era Domingo, e depois de passear pelas ruas de Londres fui sentar-me frente ao lago, no Hyde Park, apreciar os movimentos elegantes dos cisnes, quando ouvi, ao longe, o som de metais. Fui ver de onde provinha, e deparei com muita gente sentada em frente ao coreto, onde uma banda tocava « Pompa e Circunstância », de Elgar. Não era a primeira música que tocava, mas sentei-me na relva a ouvir o resto do concerto, que lembro ter acabado com « God Save The Queen », com toda a gente, respeitosamente, de pé.


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publicado por Cristina Ribeiro às 22:40
Quinta-feira, 03 de Dezembro de 2009

 

Era o meu primeiro aniversário que ele passava longe; e ele era o meu irmão mais velho, que, no início desse ano, tinha ido estudar para Lisboa. Nesse dia recebi das mãos do senhor Hernani, o carteiro, um envelope amarelo, que ainda hoje guardo, e, dentro dele um postal com umas bailarinas vestidas de azul, retratadas num momento de descanso. No verso da imagem um nome, de que nunca ouvira falar: Degas. Fora ele que mo enviara. Anos mais tarde, numa ida a Londres, na fila para entrar na National Gallery, vi que, além da exposição permanente, tinha, a troco de umas poucas libras, a possibilidade de visitar uma mostra da obra toda do pintor - claro que não desperdicei a oportunidade, pelo que, dessa vez, muito do tempo passado no museu foi a admirar as suas pinturas, mas também as esculturas que, li no catálogo que acompanhava o bilhete, vinham de vários outros museus, para, no que seria talvez um momento raro, reunir todo o trabalho de uma vida. No fim, depois de ver a exposição a ele dedicada, pouco tempo sobejou para ver alguma coisa da exposição residente, pelo que pensei ter encontrado um bom pretexto para voltar a Londres.


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publicado por Cristina Ribeiro às 22:32
Terça-feira, 01 de Dezembro de 2009

 

A leitura deste artigo do Professor Jaime Nogueira Pinto desperta em mim uma cadeia de pensamentos aparentemente longínquos, mas que dentro da minha cabeça se ligam claramente.

Porque o leio num dia em que tanto se falou na União Europeia, e lê-lo faz relembrar a pretensão turca em a ela aderir, e mais uma vez penso no acerto das razões que me levam a repelir tal hipótese, nunca tão bem explanadas como aqui.

Porque o leio num dia em que muito se vociferou contra o resultado de uma consulta popular sobre um símbolo religioso islâmico, num país europeu que não recebe lições de democracia de ninguém, antes pelo contrário,

Porque logo associo a Ordem de Malta, que antes foi do Hospital, ao Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa por ter sido este Mosteiro, fundado pelo pai de D. Nuno Álvares Pereira, em Portugal a casa-mãe da Ordem.



publicado por Cristina Ribeiro às 20:51
Terça-feira, 01 de Dezembro de 2009

o que aos portugueses de 1640 tanto custou a restaurar, outra ironia da História, e porque é obrigação de cada um de nós contribuir para o sair do estado lastimoso em que nos encontramos, reflectir sobre este post do Pedro; Questão pertinente a trazida por Joshua : " não temos Educação no terreno para produzir cidadãos activos, interventores na Pólis, maximizando os novos meios imediatos de decisão participada. O que temos e se promove é uma massa de dependentes, uma mole de passivos, ondulando espectralmente nas praças como uma seara negra ". Verdade. Mas quem conhece a sua combatividade não acredita que pense ele ser essa Educação um trabalho de Sísifo, condenado a ser abandonado no lugar reservado ao impossível. Tarefa mais própria de Hércules, tanto mais que esse ser permissivo, abúlico, aí retratado tem encontrado nos últimos tempos, que já vão longos, o terreno fértil para proliferar: tudo lhe parece andar sobre rodas, apenas porque não se consciencializou da possibilidade de não- futuro, e essa ilusão é criminosamente, alimentada por aqueles a quem ele, confiadamente, entregou esse futuro. Cabe, pois, a cada um de nós, ultrapassando as nossas fraquezas, assumir um bocado da heroicidade do grego, na tentativa de mudarmos o rumo que nos têm incutido.

 

.Adenda - ler este post de Paulo Morais no Blasfémias.


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publicado por Cristina Ribeiro às 20:42
Terça-feira, 01 de Dezembro de 2009

" O destino da Europa é tornar-se uma federação "

 

Quem vier atrás de nós vai saber que isto de haver Nações Soberanas aconteceu uma vez na Europa; estaremos nós a assistir ao seu estertor ? É o que sou levada a pensar, ao ler esta entrevista ao autor de « Great Empires, Small Nations - the uncertain future of the sovereign state »



publicado por Cristina Ribeiro às 20:33
Terça-feira, 01 de Dezembro de 2009

cada povo tem a que merece? O PREC por lá não existiu, não houve rupturas abruptas porque, apesar dos pesares, Franco teve a suprema sabedoria de olhar o futuro: sabia que as coisas não poderiam continuar tais como estavam, indefinidamente, e tratou de assegurar uma transição pacífica. Juan Carlos teve a ajuda, imensa, de um estadista de mérito - Adolfo Suárez foi uma peça fundamental nessa passagem de testemunho. Depois, por lá ,as coisas nem sempre correram bem, é certo, mas aqui começaram tortas.



publicado por Cristina Ribeiro às 20:26
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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