Terça-feira, 01 de Dezembro de 2009

 

A leitura deste artigo do Professor Jaime Nogueira Pinto desperta em mim uma cadeia de pensamentos aparentemente longínquos, mas que dentro da minha cabeça se ligam claramente.

Porque o leio num dia em que tanto se falou na União Europeia, e lê-lo faz relembrar a pretensão turca em a ela aderir, e mais uma vez penso no acerto das razões que me levam a repelir tal hipótese, nunca tão bem explanadas como aqui.

Porque o leio num dia em que muito se vociferou contra o resultado de uma consulta popular sobre um símbolo religioso islâmico, num país europeu que não recebe lições de democracia de ninguém, antes pelo contrário,

Porque logo associo a Ordem de Malta, que antes foi do Hospital, ao Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa por ter sido este Mosteiro, fundado pelo pai de D. Nuno Álvares Pereira, em Portugal a casa-mãe da Ordem.



publicado por Cristina Ribeiro às 20:51

o que aos portugueses de 1640 tanto custou a restaurar, outra ironia da História, e porque é obrigação de cada um de nós contribuir para o sair do estado lastimoso em que nos encontramos, reflectir sobre este post do Pedro; Questão pertinente a trazida por Joshua : " não temos Educação no terreno para produzir cidadãos activos, interventores na Pólis, maximizando os novos meios imediatos de decisão participada. O que temos e se promove é uma massa de dependentes, uma mole de passivos, ondulando espectralmente nas praças como uma seara negra ". Verdade. Mas quem conhece a sua combatividade não acredita que pense ele ser essa Educação um trabalho de Sísifo, condenado a ser abandonado no lugar reservado ao impossível. Tarefa mais própria de Hércules, tanto mais que esse ser permissivo, abúlico, aí retratado tem encontrado nos últimos tempos, que já vão longos, o terreno fértil para proliferar: tudo lhe parece andar sobre rodas, apenas porque não se consciencializou da possibilidade de não- futuro, e essa ilusão é criminosamente, alimentada por aqueles a quem ele, confiadamente, entregou esse futuro. Cabe, pois, a cada um de nós, ultrapassando as nossas fraquezas, assumir um bocado da heroicidade do grego, na tentativa de mudarmos o rumo que nos têm incutido.

 

.Adenda - ler este post de Paulo Morais no Blasfémias.


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publicado por Cristina Ribeiro às 20:42

" O destino da Europa é tornar-se uma federação "

 

Quem vier atrás de nós vai saber que isto de haver Nações Soberanas aconteceu uma vez na Europa; estaremos nós a assistir ao seu estertor ? É o que sou levada a pensar, ao ler esta entrevista ao autor de « Great Empires, Small Nations - the uncertain future of the sovereign state »



publicado por Cristina Ribeiro às 20:33

cada povo tem a que merece? O PREC por lá não existiu, não houve rupturas abruptas porque, apesar dos pesares, Franco teve a suprema sabedoria de olhar o futuro: sabia que as coisas não poderiam continuar tais como estavam, indefinidamente, e tratou de assegurar uma transição pacífica. Juan Carlos teve a ajuda, imensa, de um estadista de mérito - Adolfo Suárez foi uma peça fundamental nessa passagem de testemunho. Depois, por lá ,as coisas nem sempre correram bem, é certo, mas aqui começaram tortas.



publicado por Cristina Ribeiro às 20:26
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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