Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

 

também, conta o meu pai que, criança ainda,era à sombra de uma árvore e junto ao pequeno rio que passa na aldeia - o Febras: ironia no nome, por ser, na verdade, pequeno ? - , que adormecia a ouvir o doce girar da roda no moinho de água de uma tia, de cujas mãos saía a mais saborosa broa, que bem a degustei durante anos ainda. O moinho da tia avó Lourença não existe já, nem eu o conheci. Dessa altura apenas a argola onde prendia o burro, que puxava depois a carroça com a farinha, essa farinha que iria alimentar a gente de meia aldeia.

 



publicado por Cristina Ribeiro às 23:58

 

de não largar um assunto até tentar, pelo menos, esgotá-lo, porque me despertou interesse e / ou curiosidade. É muito frequente acontecer acordar a meio da noite com uma qualquer dúvida, e não descansar enquanto não esgotar todos os recursos para a desfazer, que vão desde a consulta da enciclopédia à pesquisa no google. Foi assim que me mantive em pulgas até saber se o meu pai- senhor de uma Biblioteca e peras- tinha as já referidas Charlas Linguísticas do Padre Raúl Machado- que sim, além de outros livros da sua autoria, nomeadamente de Literatura de Viagens- género que muito aprecio-, tendo-me falado com entusiasmo duma sua narrativa de viagem à Grécia.Pedi-lhos emprestados; acho que já ganhei o dia, atendendo ao que, entretanto, li sobre o mestre de linguística.

 

Janeiro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 23:47

 

tem-se esvaziado bastante e a tibieza para intervir tem sido evidente ( ... ). Contudo, a própria existência da monarquia confere um sentido e uma identidade mais proeminente a uma soberania. Mas para isso penso que teria de haver um conselho de Estado ou uma câmara alta não sujeita ao sufrágio universal e que garantisse a execução da constituição com poderes acima dos dos Parlamento. (... ) Homens da envergadura de D.Pedro V. assim como de seu pai D.Fernando de Saxe Coburgo não sei se alguma vez poderão voltar a existir, mesmo preparados para isso desde o berço. Sou um monárquico muito céptico e creio que muita coisa mais terá de mudar para além de e antes de o regime de soberania. Mas quem sabe se esta conjuntura de caos e crise não se tornará favorável a grandes alterações? " escrevia o Pedro há tempos na caixa de comentários. Hoje, no dia em que se comemora mais um ano daquele fatídico dia 11 de Novembro, tenho ainda esperança - se não fôr para amanhã, para um futuro ainda incerto - que uma educação orientada, desde pequeno, no Sentido de Estado, do Bem Fazer, que tantas glórias trouxe a Portugal no passado, torne possível o despontar de um príncipe, e não me refiro apenas à hereditariedade, a orientar um barco à deriva. Em suma: um Homem do Leme com fibra.



publicado por Cristina Ribeiro às 21:12

 

 

 

 

 

 como os outros, que têm desejos, paixões e defeitos (...), mas devemos lembrar-nos que existe para eles uma lei moral mais severa do que para os outros, porque quanto mais elevada é a posição tanto maior é a influência do exemplo». («O Pensamento do Rei D. Pedro V»,de Augusto Reis Machado).

 

É a morte precoce, com apenas 24 anos, deste homem, a 11 de Novembro de 1861, que Portugal tem a lamentar. Sim, porque o que sobre ele me tem sido dado ler chegou para me convencer de que «O Esperançoso» seria o homem de que o País necessitava para, nas palavras do Poeta, se " cumprir Portugal" Leio na biografia que dele fez Maria Filomena Mónica, nas Edições Círculo de Leitores: "A 22 de Dezembro de 1855 dizia ao tio Alberto ( marido da Rainha Vitória ): « Estou a reunir um arsenal cheio de armas para ser apontado contra a ignorância (...) a instrução pública é uma das principais, se não a primeira, das necessidades do país.(...). Colocados num dos graus ínfimos da escala do desenvolvimento intelectual dos povos, lançamos avidamente a vista para o que os outros nos apresentam de grande e belo, e depois de termos admirado, tornamos a cair no nosso lamentável estado e a adormecer.» " D. Pedro entendia que ao rei cabia governar, sem se limitar ao acto de reinar, "sempre pensou que sobre ele recaía a responsabilidade de transformar Portugal num País civilizado" e desenvolvido, desconfiando da competência dos políticos, que considerava " corruptos, ineficientes e imorais". Levou-o o tifo, nesse dia 11, para nosso mal.

 

11 de Novembro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 00:17

 

cujo Patrono se festeja hoje. Embora não tivesse sido esse o meu berço, foi em São Martinho de Sande que fiz a catequese, primeira comunhão e comecei a ir à missa: naquela igreja que tinha pintado no tecto um oficial romano a cavalo,partindo a capa que trazia, para com ela cobrir o pobre que, tremendo de frio, lhe pedia esmola. Só alguns anos mais tarde, aquando da minha primeira viagem a França, soube que aquele cavaleiro que via no tecto da igreja tinha sido bispo da terra que então visitava, Tours, e que nascera na Hungria, e não em Sande.

 

11 de Novembro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 00:15
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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