Sexta-feira, 09 de Outubro de 2009

 

Interrompo a leitura de um livro de Camilo para olhar pela janela. O meu é um quarto com vista, embora não vislumbre nenhum Arno; vista para o Bom Jesus do Monte. Está tudo iluminado e, forçando um bocadinho a vista, consigo ver aquela escadaria monumental. Está uma noite calma, as muitas árvores que me rodeiam não acusam qualquer vestígio de vento. Ao mesmo tempo lembro que este foi um cenário muito glosado pelo homem de Seide. É quase tão linda como a vista que tenho quando fico em casa de uma minha irmã em Guimarães, de onde quase posso tocar o belíssimo Mosteiro de Santa Marinha da Costa. E nesta apreciação não entra a tradicional rivalidade entre os dois Municípios(se assim fosse não viveria em Braga, não é? :)

 

 

 Março de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 14:27
Sexta-feira, 09 de Outubro de 2009

 

E, por momentos Braga (onde passo os fins-de-semana) encheu-se de sol... Sentada na esplanada da Arcada, vejo os passantes relaxados, de sorriso a condizer com o tempo que faz.Vê-se que vão sem pressa, que para isso basta o resto da semana. Os mais pequenos brincam no jardim em frente, e ouvem-se as suas gargalhadas... Há que aproveitar, porque está um tempo de luzernas, e , de um momento para o outro, uma nuvem pode muito bem tapar o sol...; será o suficiente para que tudo mude...

 

 

 Março de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 14:13
Sexta-feira, 09 de Outubro de 2009

 

No passado mês de Agosto, o Paulo Cunha Porto, do blogue As Afinidades Efectivas, lançou um repto muito interessante aos seus leitores: se pudéssemos falar com personagens do passado, com quem quereríamos dialogar- respondi que uma dessas pessoas seria Vitorino Nemésio, e a outra era Fernanda de Castro, autora do primeiro livro que li, nas minhas primeiras férias escolares, acabada a primeira classe, numa altura em que ainda era o meu pai quem me seleccionava as leituras- «Mariazinha em África». E lembrei-me agora dela porque, ao fazer uma busca no Google deparei com um seu poema, num blogue que lhe é dedicado

 

 Asa no espaço, vai pensamento! Na noite azul, minha alma flutua! Quero voar nos braços do vento Quero vogar nos barcos da Lua! Vai minha alma, branco veleiro Vai sem destino, a bússola tonta Por oceanos de nevoeiro Corre o impossível, de ponta a ponta Quebra a gaiola, pássaro louco Não mais fronteiras, foge de mim Que a terra é curta, que o mar é pouco Que tudo é perto, princípio e fim. Castelos fluidos, jardins de espuma Ilhas de gelo, névoas, cristais Palácios de ondas, terras de bruma Asa, mais alta, mais alta mais

 

 

 Março de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 13:10
Sexta-feira, 09 de Outubro de 2009

 

É o que me apetece cantar hoje, como Camões! Mas o verde destes campos é mais da cor da lima, do que do limão, resultado da chuva que tem caído nos últimos dias. Aqui, juntinho da Falperra, no termo do concelho de Guimarães, onde, no interior da aldeia, longe da Estrada Municipal, ainda se encontram pedaços daquele "Minho Pitoresco", os carvalhos já se cobriram de folhas nos mais variados tons desse verde. Tão lindo que é o caminho onde outrora se acoitava Zé do Telhado... Pena é que os nossos autarcas, mancomunados com os depredadores da construção civil, estejam apostados, numa luta desigual, em destruir esta generosidade da Natureza...

 

 

Março de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 12:59
Sexta-feira, 09 de Outubro de 2009

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"Morro de amor pelo meu pátrio Minho, pela vila dos Arcos, pela Casa de Cazares, onde a minha infância dorme, onde esperei, feliz envelhecer, escrevendo mais livros, sempre livros, onde cuidei morrer e, como Goethe, pedindo luz e luz, sempre mais luz, de janelas rasgadas sobre o Vez, sobre a fonte que jorra da carranca, sobre as minhas amadas laranjeiras. Fausto, morro de amor pelos meus livros, pelos romances que pensei, fugidos, perdidos e sumidos... («Viagens no meu Reino» )

Dele diz João Bigotte Chorão: "Não era Tomaz de Figueiredo, como Raul Machado, um gramático, um filólogo, um erudito, um especialista- era um escritor, um cavador de palavras, um servidor do idioma. O que lhe faltaria em ciência académica, sobejava-lhe em intuição e amor..." e, no «Dicionário de Literatura», acrescenta David Mourão Ferreira: "Prodigioso evocador do passado, em verso e prosa, grande poeta da memória, Tomaz de Figueiredo consegue aliar a muitos rasgos temperamentais de raiz romântica uma disciplina clássica (...). Integra-se numa tradição tipicamente portuguesa da qual terá sido Camilo, antes dele, o mais alto expoente. Pois bem, é este quase conterrâneo- nasceu em Braga, a 6 de Julho de 1902, embora bem cedo tivesse ido viver para Arcos de Valdevez-, que até há bem pouco tempo desconhecia. Foi-me apresentado pelo blogue Futuro Presente e, na resposta a um comentário, o autor do post aconselhou-me a começar a leitura da sua obra por «A Toca do Lobo»...; descobri então um escritor de mão-cheia, a quem, ainda nas palavras de Bigotte Chorão, "O instinto da língua, por um lado, e o seu trato com o falar do povo e a obra dos clássicos, por outro, deram um raro conhecimento do português, nas suas expressões mais populares e mais eruditas..."



publicado por Cristina Ribeiro às 11:53
Sexta-feira, 09 de Outubro de 2009

A minha primeira referência blogosférica foi o Combustões, de Miguel Castelo-Branco, cuja excelência, tanto no que escreve, como na forma como escreve, desde logo me prendeu. Mas seria com a leitura do post Nacionalismo e Monarquia, que me iria identificar com o pensamento daquele que fundou e dirigiu, durante anos, a revigorante "Nova Monarquia"; nutria, desde há muito, um sentimento pouco definido acerca da superioridade do regime monárquico, tendo sido essa leitura, depois complementada por outras aqui na blogosfera, que viria a cimentá-lo, adquirindo assim uma certeza fundamentada de que era este o regime que mais nos convinha, pois que a não ligação do Rei a um partido político era, indubitavelmente, a maior garantia de independência na prossecução do único objectivo que deve nortear a acção do Chefe de Estado: o interesse nacional, sem dever nada a qualquer ideologia... Ora, o total esclarecimento dos portugueses, que lhes permitirá escolher, em consciência, o regime que melhor lhes pode servir, só será alcançado com debates sérios, na linha daquele a que assistimos há dias na televisão pública, o qual se distinguiu pela serenidade e elevação, indispensáveis a uma suficiente elucidação, permitindo assim o desfazer d'alguns mitos bolorentos, como seja o de que a Monarquia é incompatível com a Democracia e a Liberdade: tudo o que uma moderna Monarquia Constitucional não é, claramente... E, quem sabe, talvez um dia não muito longínquo, possamos ter entre nós um novo D, Pedro V, Rei reconhecidamente empenhado na modernização e desenvolvimento da Nação, como Chefe d'este Estado, que tão vilipendiado tem sido...

 

 

Quarta-feira, 26 de Março de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 11:32
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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