Sábado, 17 de Outubro de 2009

 

que trago no coração, pela beleza das paisagens, verdadeiramente paradisíacas, mas também pela cordialidade do povo, tão sincero, tão hospitaleiro, tão alegre, de uma alegria que passa muito naturalmente ao forasteiro. A Irlanda (tal como a muito "vizinha" cultural e paisagística, Escócia ) é um daqueles lugares eleitos... Andar pelos caminhos imaculados, perder-se nos prados, é uma benesse que se almeja repetir e repetir... Olhar os castelos, os rios.; ouvir os sons do silêncio, antes de, num pub, se ouvir os sons feitos por gente tão musical.

 

Outubro de 2008

 

 


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publicado por Cristina Ribeiro às 23:46

 

 e durante um mês se perde por esse mundo fora. Este amigo é uma dessas pessoas a quem, com toda a propriedade, chamamos aventureiros. Da Europa à Ásia mais recôndita, muitas são as paragens que palmilhou, muitos foram os transportes que utilizou. É daqueles que, como soe dizer-se, gosta de " tomar o pulso " às gentes das terras aonde vai, pelo que quase sempre o primeiro lugar que visita é o mercado local. De cada vez recebo um postal, sempre muito entusiasta, por onde perpassa todo o prazer retirado da viagem. Com ele viajo também, quando me conta em pormenor as sensações vividas. Este ano perdeu-se pelas terras de Moçambique, e de lá enviou um bilhete ilustrativo da sua grande beleza . E eu que nunca estive em África, vi, através dos seus olhos o que é, mas também o que foi, esse País tantas vezes sonhado.

 

Outubro de 2008


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publicado por Cristina Ribeiro às 23:41

 remeteram-me para a visita que, muito perto de Oslo, fiz ao Museu Fram, onde a jóia da coroa é o navio que levou o norueguês Amundsen à conquista do Pólo Sul,

 

numa corrida que levaria de vencida a tentativa exploratória do britânico Robert Scott, cuja aventura mal sucedida li em criança, no livro «O Capitão da Morte», de Adolfo Simões Muller

 

Outubro de 2008.



publicado por Cristina Ribeiro às 22:57

 

 Eram os «Três Mosqueteiros», até hoje de manhã, bem cedo. O D'Artagnan desta história de amizade incondicional fora atropelado havia tempo. Às sete horas o Gauguin começou a ladrar. Apercebera-se já que algo de anormal se passava com o seu amigo Gaudi, o preto . Fomos ver: um cão tão meigo e amigo acabara de ser envenenado.

 

Outubro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 22:49

 

 em estando um bom fim-de-semana, como se prevê, o melhor que temos a fazer é arejar,sentirmos "este clima, esse ar que Deus nos deu", e viajarmos na nossa terra. Não sei ainda se me vai ser possível, mas quando esta tarde vi umas fotografias, de definição espantosamente má, do meu primeiro passeio do Liceu, apeteceu-me muito ir ao Soajo: era esse o nosso destino, naquele dia já longínquo, num dia de Primavera agradavelmente ameno. Trinta alunos e dois professores, partimos bem cedo na camioneta que nos iria levar àquela terra onde dominam os espigueiros de granito, tão graciosos que eles são. Lembro a confusão que se instalou, quando uma manada de bois, tresmalhada, começou a correr atrás dos assustados adolescentes que éramos então. Mas desse dia ficou também a imagem do piquenique numa das margens do Rio Lima, a caminho daquela aldeia no meio do Parque Nacional Peneda-Gerês. Se não puder ser neste fim-de-semana, será noutro, também ele abençoado por "este clima"

 

Outubro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 22:38

 daquela menina que até tinha o nome da mãe e de uma das irmãs, e de se rir com as maluqueiras do coelho, do chapeleiro louco e, mais do que todos,da Rainha de Copas.

 

Só anos mais tarde iria conhecer os desenhos e as histórias de Beatrix Potter,

 

mas já os animais se perfilavam no seu imaginário como os protagonistas das histórias que um dia havia de escrever.

 

Outubro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 22:25

 

 vem lembrar a primeira viagem que fiz à Europa Central, com pai e irmãs, há já anos, em que vimos muitas dessas preciosidades, quer em igrejas, quer em mosteiros. Aí o Rococó era rei, e dava o mote para o ambiente encantatório, que convidava naturalmente ao silêncio feito paz, que ainda hoje perdura na nossa memória, de um modo que logo se impõe, quando se fala naquela parte da Alemanha.

 

Outubro de 2008


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publicado por Cristina Ribeiro às 22:13

 

 

 

«The falling leaves drift by the window, The Autumn leaves of red and gold» Ouvi-"lo", é o que me falta para achar isto ainda mais lindo...Faço com que cante só para mim, dentro da minha cabeça. Entrego-me a esse luxo neste fim de tarde em que tudo me é permitido.

 

Outubro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 20:29

 

Frequentava, por opção, as aulas de Religião e Moral. Habituara-me já aos piqueniques e acampamentos organizados pelo Padre Miguel. Um dia disse-nos que estava a pensar organizar uma excursão a Taizé, a Comunidade Cristã Ecuménica em França.. Claro que fiquei entusiasmada, e quando o meu pai autorizou a viagem comecei logo os preparativos: tenda, saco-cama e roupa bem quente, para enfrentar o frio que iríamos encontrar naquela aldeia da Borgonha. Íamos passar lá a Páscoa.

 

 

Éramos um grupo de cinquenta jovens, e, no dia da partida, encontrámo-nos frente ao Liceu, madrugada ainda. A viagem de camioneta foi sempre muito animada, como animados eram os acampamentos que íamos fazendo. Por vezes ficávamos em albergues da juventude, previamente contactados pelo Padre Miguel. Já em Taizé, os portugueses sobressaíram pela alegria: enquanto esperávamos pelas refeições na fila, tornou-se um hábito jovens de outras nacionalidades juntarem-se-nos na cantoria ininterrupta. As reuniões entre as pessoas das várias Igrejas Cristãs eram muito enriquecedoras, e todos nos sentíamos irmanados quando cantávamos em coro aqueles cânticos tão suaves-"Adoramos Te Domine"... A despedida foi triste.

Esta viagem foi tão importante para nós, que ainda nos reunimos todos os anos, por altura da Páscoa, na tentativa de continuarmos a viver o espírito de Taizé.

 

Outubro de 2008


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publicado por Cristina Ribeiro às 20:16

 

"Quando começou a divulgar os resultados das prospecções arqueológicas sobre as ruínas de um velho povoado, que nas suas memórias de infância persistia como uma cidade de mouros, Francisco Martins Sarmento afirmou-se como um vulto de primeira linha na cultura europeia de finais do século XIX. A sua obra atraiu a atenção da Europa culta do seu tempo para a Citânia de Briteiros e ajudou a projectar internacionalmente a sua terra: Guimarães. Para mostrarem o seu reconhecimento, os seus conterrâneos projectaram erguer-lhe um monumento. Sarmento recusou. Perante a persistência dos promotores da iniciativa, o arqueólogo acabaria por aceitar a homenagem, impondo uma condição: que, em vez do monumento, fosse criado um instituto, que, assumindo-se como um organismo vivo, prosseguisse uma missão de elevação cultural da população. Na manhã de 20 de Novembro de 1881, realizou-se numa sala da extinta Assembleia Vimaranense, uma reunião (...) em que foi decidida a criação de uma associação, com o nome do arqueólogo, a qual promoveria o desenvolvimento da instrução primária, secundária e profissional. Os fundadores explicaram assim o seu projecto: «Poderia erigir-se um monumento em granito ou mármore, abrindo-lhe na base inscrições comemorativas , mas (...) o monumento pode esboroar-se e desaparecer no fragor das tempestades ,ou no vandalismo das guerras; a instituição, se cria raízes, se preenche uma necessidade real, se representa um progresso na educação social, vive além das convulsões, adquire condições de perpetuidade, vive na memória dos que lerem as páginas da sua história» (...)Mas a actividade dos pioneiros da SMS foi para além da promoção da instrução: desde cedo desenvolveram outras dimensões da produção e difusão da cultura, criando um Museu Arqueológico, que logo se tornou um modelo, abrindo as portas da Biblioteca Pública, lançando uma revista científica, a «Revista de Guimarães». (...) A Sociedade detém um admirável acervo patrimonial de interesse cultural relevante, de natureza histórica, arqueológica, bibliográfica, documental, artística, etnográfica e científica, com elevado significado para a compreensão, permanência e construção da identidade nacional e local. (...) Ao longo do tempo, com a persistência da sua acção de defesa e valorização da História de Guimarães, a Sociedade Martins Sarmento contribuiu para a formação nesta terra de uma consciência patrimonial que ajuda a explicar o cuidado e o carinho que aqui têm sido colocados na preservação do legado que recebemos dos nossos antepassados."

 

 

Outubro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 20:03

 

Agradeço, penhorada, a gentileza do Presidente da Sociedade Martins Sarmento, António Amaro das Neves, o ter-me permitido " surripiar" este texto da sua lavra, concretamente do seu blogue pessoal Memórias de Araduca, a fim de adornar este nosso «Estado» com a referência que se impõe, a este grande vimaranense. " Francisco Martins Sarmento nasceu em 9 de Março de 1833, no seio de uma família abastada de Guimarães, com raízes em S. Salvador de Briteiros, onde fica a sua casa solarenga, em que se costumavam contar histórias dos "mouros" da Citânia, uma povoação cujas ruínas se podiam ver no Monte de S. Romão, ali bem perto. Por não ter que se preocupar com questões financeiras, estava-lhe destinado um futuro semelhante a boa parte dos jovens endinheirados do seu tempo: mergulhar na ociosidade e esbanjar a fortuna que recebeu em mãos. Mas este Sarmento, mais do que de bens de fortuna pessoal, era dotado de um espírito inquieto que o empurrava para a aventura do conhecimento.Era um filósofo que buscava permanentemente a erudição. Começou por se fazer poeta, chegando a publicar um livro, mas acabaria por renegar a poesia. Os seus estudos encaminharam-no então para a História. A partir dos finais da década de 1860 começa a cultivar a arte da fotografia. Seria a paixão por estas duas disciplinas que iria fazer dele arqueólogo. Em meados da década de 1870, começou a estudar metodicamente a Citânia de Briteiros, procurando desvendar os segredos que aquelas velhas ruínas ocultavam. Para tal, recorria ao registo fotográfico. Através de dois álbuns fotográficos que enviou a instituições e cientistas do seu tempo, Sarmento atraiu as atenções do mundo para a sua Citânia. Para a compreender, Martins Sarmento começou por caminhar por terrenos ainda desbravados, e a recolher informes sobre as velharias e tradições (encobertas) (...). A sua experiência de caçador de perdizes e coelhos armava-o com a resistência suficiente para aguentar longas caminhadas exploratórias. De novo caçador, mas agora de ruínas e notícias arqueológicas, ao longo de duas décadas(...) Inicialmente, o âmbito das suas pesquisas limitou-se aos territórios circunvizinhos; com o decorrer do tempo, e os avanços dos estudos, foi alargando o campo de trabalho, mas as suas principais referências foram sempre a Citânia de Briteiros e o Castro de Sabroso (situado num monte próximo). As notas dessas excursões (...) estão registadas em cerca de mil páginas distribuídas por nove cadernos, sob o título de « Antiqua». Compõem uma espécie de diário, que deveria servir de base aos livros que tencionava escrever. Entre finais de 1881 e o início de 1882, Sarmento entendeu que as notícias de carácter etnográfico que ia obtendo justificavam um tratamento autónomo, separando-as das de natureza arqueológica. Registou então, numa das folhas de Antiqua: "As tradições e superstições serão de ora em diante recolhidas em livro especial". Desta forma, iniciou um novo volume de apontamentos, intitulado «Contos e Tradições Populares». (...)Estes manuscritos que, desde sempre, têm sido preciosas fontes de informação para arqueólogos e etnógrafos, encontram-se entre os maiores tesouros que se guardam no Arquivo da Sociedade Martins Sarmento. Recentemente, libertados da caligrafia obscura do seu autor,foram publicados em dois volumes, um com os apontamentos de natureza arqueológica, outro com os apontamentos etnográficos."

 

Outubro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 11:24

 

 

o mês de Setembro,sabíamos já que tinhamos uns dias ainda para preparar o regresso às aulas. O ano escolar iria começar, invariavelmente, no dia sete de Outubro. Neste caso, o começo da vida escolar. Não me lembro de nenhum outro primeiro dia de aulas, mas tenho bem presente aquele em que pela primeira vez entrei na Escola Primária. Acompanhava-me um irmão mais velho, antigo aluno da Dona Maria, que iria ser a minha professora durante os quatro anos. Lembro-me de me ter sentido bem, não só pela proximidade da casa da avó, mas porque a afabilidade de todos me fizeram pensar a Escola como que a extensão da casa paterna, com a diferença de que ali encontrei muitas crianças da minha idade com quem, tinham-me dito em casa, iria brincar.

 

7 de Outubro de 2008


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publicado por Cristina Ribeiro às 11:09

 

que Deus nos deu (...) o próprio Xavier de Maistre, que aqui escrevesse, ao menos ia até ao quintal.».

 

 

 

Outubro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 11:02

 

foi, a par do entusiasmo do Professor José Hermano Saraiva, o papel desempenhado pelo meu professor de História, Dr. Rui Madureira, no gosto que, desde logo, me foi transmitido pela disciplina. Não será tarefa fácil conquistar o ânimo de crianças de dez anos para o estudo de uma coisa que já faz parte do passado, pois ser-lhes-á difícil compreender como é que esse Passado se projecta no Presente, mas também no Futuro. No fim de cada tema estudado, o Professor desafiava-nos a, com base nos seus ensinamentos, "colorirmos" o que dele retivéramos. Foi assim que, no fim desse primeiro ano, pudemos mostrar orgulhosamente uma pasta cheia de desenhos do Pinhal de Leiria, de caravelas e naus ou de Padrões que assinalavam a chegada dos portugueses "aos novos mundos".

 

Outubro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 01:45

 

Cícero Ressuscitado, assim foi chamado o Padre António Freire pelos seus pares, reunidos em Bucareste num Congresso Internacional de Latim. Este ansianense tornou-se, por direito próprio, um Ilustre Filho Adoptivo de Braga, pois que, depois de aí- na Faculdade Católica de Filosofia-se ter licenciado em Humanidades e doutorado em Filosofia,aí passou o resto dos seus dias a transmitir os seus conhecimentos de Literaturas Latina e Grega, Filosofia Antiga,Cultura Clássica e Filologia Portuguesa, já depois de se ter licenciado em Teologia em Granada, Espanha.. Autor de uma bibliografia vastíssima, onde espelhou o seu Saber, na esteira, aliás, de outros virtuosos da Companhia de Jesus, não era esta grandeza, porém, impeditiva de uma bonomia tal, que explica o facto de me ter sido dado o privilégio de com ele travar algumas, poucas, conversas, quando ia esperar uma amiga à Faculdade. Era, além disso, uma figura muito popular entre os paroquianos de São Vicente, a cuja igreja fui muitas vezes, sabendo de antemão que se me atrasasse, não teria lugar dentro do templo, tanta era a gente que aí acorria, a ouvi-lo.

 

Outubro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 01:39

 

travava-se, junto ao pequeno rio do mesmo nome, a decisiva Batalha do Salado, na região de Tarifa e nas proximidades do estreito de Gilbraltar. A coligação dos dois Afonsos, a que se juntaram também efectivos aragoneses, e mesmo genoveses, conseguira infligir uma pesada derrota aos exércitos muçulmanos do reino de Granada e do império merínida de Marrocos, naquela que foi a última grande tentativa de invasão islâmica da Península Ibérica." ( Bernardo Vasconcelos e Sousa, in « D.Afonso IV»- Círculo de Leitores ) Dois anos depois, « O Bravo» mandava erigir em Guimarães, defronte à Igreja da Senhora da Oliveira, e em honra de Santa Maria da Vitória, um monumento comemorativo dessa Batalha: O Padrão do Salado.

 

Encontravam-se, nessa altura, os dois monarcas vizinhos desavindos por causa do descaso, e até humilhação a que o castelhano sujeitava sua mulher, e filha do rei português, D. Maria de Portugal. Mas, face ao perigo que vinha de Marrocos, e por intervenção da própria Rainha de Castela, a mesma D. Maria, que implorou ao pai ajudasse o marido infiel, episódio que Camões tão bem ilustrou nos Lusíadas, nas estrofes que dedica à " fermosíssiomas Maria", os esforços dos cristãos foram recompensados, esquecendo o que os desunia.

 

Outubro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 01:24

 

Um cão que me foi muito especial, que me acompanhou durante toda a infância. Quando vi esta fotografia num blogue amigo, pensei " é hoje! ", porque apesar de o "meu" ter sido mais pequeno, é muito idêntica a imagem que dele guardo. Teria quatro, cinco anos, o mês era o de Setembro, pelo que estávamos na Póvoa de Varzim. Uma manhã, estava a minha mãe a chegar da padaria, encontrou o Tirol enroscadinho junto à porta: estava uma daquelas manhãs ventosas, e procurou aí aconchego. Adoptámo-lo logo; amor à primeira-vista.Para a então irmã mais nova, que começara a falar havia pouco tempo, ele tinha um outro nome, de uso privativo- era o Quim-Quim, ninguém sabia porquê.

 

Outubro de 2008


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publicado por Cristina Ribeiro às 01:14

 Nada mais certo! À medida que me vou familiarizando com o solitário - « Que noite de solidão! Que solidão a minha! Só a conversar com sombras menos que fantasmas » - da Casa grande e gélida - « Deixa-te ficar aqui ao lume, porque para ti, bem o aceito, há-de estar muito frio.»- , quanto mais testemunho aquele monologar amargurado, qual Senhor Shakespeareano de Elsenor, em que se dirige à " mulher tanto mais amada quanto mais ausente", mais escuto a poesia, que nunca dissocia da música - «..meu amor, minha música, meu céu imaginado, Beatriz...Ouve, que vou tocar-te um sonho que sonhei » - ...


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publicado por Cristina Ribeiro às 01:04

 

quando cheguei a casa. Muni-me da máquina fotográfica e fui fazer este postal para o José Manuel Barbosa; porque gostou da minha catalpa. Mas quis que visse que ela já está diferente desde a semana passada, quando fiz a outra fotografia. É uma coisa que gosto de fazer: ir registando as transformações por que passa a Natureza- mudança de cor, crescimento das folhas...; e gosto de a fotografar em diferentes horas do dia, quando o pano de fundo, o céu, se transforma também. Este Outono tem sido excepcionalmente benéfico para o antecipar da regeneração dessa nossa Aliada. Não tardará muito e ela já estará preparada para oferecer a sua sombra, quando dela precisarmos...

 

Outubro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 00:54

 

a escoarem-se por entre as árvores, lembrou-se de Clarissa, da pensão da tia Zina, e, mais do que tudo, do melancólico Amaro : o que faria ele à sua tristeza, agora que ela fora embora? ela que, com a frescura de menina-moça, aquecia os seus dias como se fora um daqueles raios de sol.



publicado por Cristina Ribeiro às 00:28
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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