Quarta-feira, 01 de Dezembro de 2010

 

cortava a mudez da noite. Pedira-lhe um cigarro, ele que pouco antes lhe dissera andar a lutar contra o vício.

Não quis interromper o monólogo interior que, adivinhava-o, começara logo que deixaram para trás a povoação, aonde tinham ido encontrar os amigos . Há quanto tempo não os via ele? Quinze anos? Vinte?

Deixara a aldeia para ir estudar na cidade grande, e nunca mais voltara. Era verdade que ainda o via amiúde, pois que com frequência tinha papelada a tratar por lá, mas ele...; ele não reconhecera ninguém;  teve de lhe reavivar a memória lembras-te? é o Tónio Melro, que andava sempre à cata dos ninhos..., e acabava por se lembrar de todos.

Por lá ficara, e até tinha montado banca de advogado, por sinal muito concorrida, tinha-lho dito a tia, quando os foi visitar havia pouco tempo...

E agora, de um momento para o outro, aparecia-lhe ali em casa... ; que precisava de férias...

 

Quando entravam em casa, virou-se o primo: prepara as canas; amanhã vamos pescar. A ver se ainda lhe não perdi o jeito...


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publicado por Cristina Ribeiro às 15:02
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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