Quarta-feira, 01 de Dezembro de 2010

Mas então acontecera aquela tragédia. Esperar que o tempo aliviasse a dor...

Agora, três anos depois, dissera à mãe: ia ser pescador; o tio arranjara-lhe um lugar no seu barco...

Cheia de receios, a viúva do Tónio Mestre acatava a vontade do filho. Fazer o quê? rezar para que tudo corresse bem...

   Chegada a madrugada da primeira largada, as mulheres, como sempre, acompanhavam os seus homens à praia, e dentre elas destacava-se o vulto negro da mãe, que tratava, sabe-se lá a que custos, de mostrar um semblante calmo e encorajador.

Enquanto o barco se afastava ergueu os olhos ao céu, numa preçe -  Que volte cedo, e bem! - para logo os fixar de novo no mar, onde só se via já, ao longe, um pequenino ponto,como que a suplicar-lhe se mantivesse calmo, como calmo estava agora...


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publicado por Cristina Ribeiro às 14:43
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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