Quarta-feira, 01 de Dezembro de 2010

 

 

nem por isso se impediu de confessar à árvore, que sempre a ouvira em silêncio, quase um ombro onde podia chorar as mágoas, a causa da tristeza que a afligia. Estava, ao fazê-lo, ciente de que quando o vento viesse abanar as folhas, estas não conseguiriam esconder-lhe o que lhes segredara; que quando este fosse agitar as águas do rio, também  este ficaria a saber do seu estado de espírito, e que  quando as andorinhas nele fossem beber, partilhariam do seu segredo.

Mas até se sentia menos só, porque sabia de antemão que o ombro a que se confiara se multiplicaria por muitos, todos eles confiáveis.



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publicado por Cristina Ribeiro às 14:39
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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