Quarta-feira, 01 de Dezembro de 2010

 

Quando olhou a fotografia, recuou um tempo e foi buscar ao fundo da memória aquelas tardes de doce vaguear, em que, depois dos trabalhos escolares feitos, tinha todo o tempo do mundo, e nele encontrava tempo para fazer tudo de que gostava.

No campo cheio de florinhas brancas e amarelas encontrava sempre o sítio ideal para se entregar à leitura, até que o cantar de um pássaro a fazia fechar o livro, para o olhar entre os ramos de uma árvore ou junto ao rio que por ali passava.

Pouco depois era uma borboleta que lhe distraía o olhar: uma daquelas borboletas muito coloridas, que nunca mais vira.

Agora a Primavera estava à porta, mas passava as tardes enfiada no escritório.

Não podia esquecer-se de mandar ampliar a fotografia: tê-la na parede, em frente, seria a forma de estar sempre entre as flores, e junto ao rio.



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publicado por Cristina Ribeiro às 03:10
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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