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O Tempo Esse Grande Escultor

Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...

O Tempo Esse Grande Escultor

Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...

Reisadas.

Cristina Ribeiro, 13.11.10

 

 Uma entre muitas palavras- tantas!- que despertam as memórias de infância, acantoadas não sei onde, mas sempre prontinhas a saltar cá para fora, às vezes porque foram evocadas, às vezes porque vieram atrás de outras.

 

Esta lembra-me o " SrArmindo ", um  vizinho solteiro, que morava numa casa muito, muito especial: a lembrar a toca do coelho que vimos nos livros com animais encantados, debaixo da terra, num sítio que já fora poço, e aonde se ia descendo umas escadas toscas de madeira, era muito apetecida por todos nós, e a nossa mãe já sabia onde nos encontrar sempre que desaparecíamos....

 

 " Cantar os Reis", ouvi, e logo me veio à memória aquela noite, escura, mas não sei se sem estrelas, em que fomos com o SrArmindo cantá-los aos vizinhos; longe, isolados que estávamos- só o tínhamos a ele por perto.

Lembro-me dos mexidos, da aletria e das rabanadas que enchiam as mesas, à espera dos cantores; mas é uma memória muito desfocada...

Saíamos de casa muito  agasalhados, porque a noite era fria, e com vozes mais ou menos afinadas cantávamos " Viva lá o Patrão desta Casa ".

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