Sexta-feira, 15 de Outubro de 2010

 

 

 

 

 

que andava de porta em porta a vender os tecidos que lhe enchiam a carroça. Parava o burro no largo frente à igreja, e apregoava:

- Venham ver, minhas senhoras. Lindas chitas para blusas e vestidos, e bom cotim para fazer calças para o patrão!

O mulherio acorria todo, num ambiente de festa, pois não se sabia quando é que o velhote voltava à aldeia; talvez só daí a seis meses...

E num abrir e fechar d'olhos a mercadoria desaparecia, vendo-se o fundo da carroça, agora vazia.

Despedidas feitas: - Daqui a uns tempos aqui me têm de novo, com as últimas novidades...-, e o homem dando uma palmada amigável no animal, segredava-lhe: - Vamos Gaspar, que já ganhámos o dia...

Chegada a altura do filho seguir as pisadas do pai, o velho, virou-se para o rapaz e disse-lhe: : - Não agora tu já não precisas de andar de terra em terra com a carroça. Amealhei o necessário para comprares um lugar na feira da vila, e é para lá que tu vais; onde é que já se viu filho meu andar a vender chitas pelas portas...


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publicado por Cristina Ribeiro às 20:48
E esse filho, Cristina, seguiu mesmo as pisadas do pai, vendendo as suas chitas e cotins na feira da vila, ou foi mais ambicioso e preferiu vender ideias na cidade? ;-)))
Luísa Correia a 23 de Outubro de 2010 às 15:20

Não li o resto da história, Luísa :D

Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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