Domingo, 04 de Julho de 2010

 

 

quando, quase todos os Domingos, subia, com irmãos e amigos, o monte do Sameiro.

Há alguns anos " plantaram ", num atentado sem nome, fora de todos os cânones estéticos, agredindo o que de pitoresco ele guardava, uma casa sem o mínimo das características que foram as nossas, e que -Haja Deus! -aqui e ali se vão recuperando. E pintaram-na de uma cor que parecia improvável.

E nem os muitos malmequeres, jarros ou lírios escondem o mal que ali fizeram nascer.



publicado por Cristina Ribeiro às 21:28
Os meus pais casaram no Sameiro, Cristina, e eu nunca lá fui - que me lembre... :-)
Luísa Correia a 5 de Julho de 2010 às 14:58

Tem de colmatar essa falta, Luísa - e de lá pode tirar belas fotografias.

se é para fotografias... presente!

Fotografar, uma arte : eu limito-me a procurar um enquadramento bonito, e já esta :)

aqui nos meus lados, algo surpreendentemente, a moda é recuperar casas antigas. Diga-se que ainda bem.
Daniel João Santos a 5 de Julho de 2010 às 21:53

Ainda bem mesmo, Daniel, porque deixou-se estragar tanto do nosso rico património imóvel...

Camuflagem improvável... vê-se muito por aí.
manuel gouveia a 6 de Julho de 2010 às 15:11

Desgraçadamente, Manuel, porque o belo é uma parte fundamental da nossa vida.

Haja olhos para o ver.

E haja o belo para ser visto :)

Cara Cristina,

Esse processo de destruição da paisagem é um dos piores legados do socialismo. Ainda bem que aos poucos começa a ser revertido, mas há zonas do país que dificilmente voltarão a ser belas. Há uns tempos viajei pela costa, de Sines até o Algarve, e ao comparar o que hoje existe com o que existia, fiquei mais convicto que a escumalha que hoje pilha Portugal quer de facto destruir a nação. Não se trata apenas mau gosto, é mesmo vandalismo.

Um abraço.
Carlos Velasco a 11 de Março de 2011 às 13:50

Verdade, Carlos. Deprimente passar todos os dias por terras que foram todas elas um verdadeiro jardim, parte daquele jardim à beira-mar plantado, e vermos que dele restam só pedaços escapados por milagre à voragem depredadora. Felizmente começam a haver casos de recusa dessa tendência arruinadora. Tarde para muitos, onde o feio veio para ficar.

Abraço

* ** e esses poucos casos de sensibilização relativamente ao recuperar do que de bom e bonito é da nossa tradição claro que nada tem a ver com poderes autárquicos, onde os respectivos arquitectos parecem ter hibernado.

Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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