Quarta-feira, 30 de Junho de 2010

 

 

Lembrava-se de ter andado toda a noite, e de ter visto no alto da montanha, que o mar ladeava, uma luzinha intermitente. Tentou lá chegar, na busca de um abrigo, mas depois de ter andado um bom bocado nessa direcção, deu-se conta de que era apenas um farol, sem ninguém lá dentro -fora em vão que chamara...

Sentiu frio, apesar de ser Junho, e a fome não ajudava. Sentiu cansaço, e deitou-se naquela posição fetal, que lhe era tão peculiar. Os olhos começaram a ceder, e a fecharem-se as pálpebras. Foi então que, vinda de algures dentro de si, ouviu aquela frase de esperança que ouvira à sulista no cinema.Mais nada.

Quando acordou, já o sol aparecera, mas ainda espreitava só, por detrás do monte. Era, na verdade, outro dia que começava, e a primeira coisa a fazer era procurar comida; depois, logo se veria. O importante é que saíra da bruma.


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publicado por Cristina Ribeiro às 00:24
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Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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