Quinta-feira, 27 de Maio de 2010

 

                                                                                               

 

Se fosse viva, a minha avó materna teria mais do que 120 anos: tinha a idade suficiente para ter passado por todos aqueles tumultos que marcaram os primeiros anos do século XX em Portugal. Tenho tanta pena de, na minha inconsciência da quase adolescente que era nos seus últimos anos, a sair de uma infância a que já chamei dourada, apesar dos pesares, longe ainda de me fixar naquilo que, alguns anos mais tarde, iria evidenciar-se na pessoa em que me estava a tornar - o gosto supremo de remexer no passado -, não ter conversado com ela sobre as muitas histórias que viveu. Tantas, avó, tantas, certamente. Quantas saudades.


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publicado por Cristina Ribeiro às 21:30
É verdade, Cristina. Os meus Avós também andariam por aí: uns monárquicos e outros republicanos, pelo que sei das suas vidas meio aventurosas, teriam muito para contar. Mas morreram todos demasiado cedo. Deixaram-me excelentes recordações como avós, mas praticamente nenhuma como «aventureiros». ;-D
Luísa Correia a 28 de Maio de 2010 às 11:57

Os outros avós não cheguei a conhecer; a esta sim, muito como apenas ( ! ) avó muito querida, mas hoje lamento não ter feito com que ela falasse no que testemunhou, directa ou indirectamente - sim, porque viver na província era já um bocado limitativo.

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Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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