Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

O Tempo Esse Grande Escultor

Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...

O Tempo Esse Grande Escultor

Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...

Uma « Crónica Romanceada »

Cristina Ribeiro, 11.05.10

 

 

 

o primeiro livro que li de Aquilino Ribeiro - «Casa Grande de Romarigães », leitura em que reconheci os passos do tão estimado Camilo, indo ainda mais longe, até criar um estilo próprio.

É sobre o escritor de Sernancelhe, que ao livro antes citado de Luís Forjaz Trigueiros vou buscar as seguintes linhas:

    " Ao cabo decidimo-nos pela visita a Romarigães, atirada agora por Aquilino Ribeiro para as bocas do mundo. Lera precisamente agora o seu livro e a visita à Casa Grande seria a ilustração viva da leitura.(...) Ao começo da tarde metêmo-nos a caminho.

 Passámos Ponte de Lima, os seus solares, eidos e velhas quintas.

( ... ) Levávamos um fito certo. Por isso não nos detivemos lá em baixo em Aurora, não demos um salto a Bertiandos, não parámos no Cardido, nomes amigos no leque da paisagem limenha. Dentro em pouco avistámos o planalto de Coura e já se deparava a torre restaurada da capela de Romarigães: carvalhos, salgueiros, olmos, tudo isto faz a mata que envolve a Casa Grande e tornou a Aquilino esta « abertura » sinfónica que são as primeiras páginas do seu livro: « de um pinhão que um pé de vento arrancou ao dormitório da pinha-mãe e da bolota que a ave deixa cair no solo, repetido mil vezes, gerou-se a floresta »

(... ) Eis Aquilino num quadro que está longe de ser o seu, as terras do demo são bem diferentes daquelas. (...) Porque ele, homem de serras beiroas ia ali de vez em quando. (...) Não me disse Aquilino, nem eu lho perguntei, se a famosa resma que descobriu «  num armário não maior que o nicho dum santo embutido na ombreira da janela » existiu de facto, assim mesmo, ou faz parte também da ficção..."

 

 

       Esse seria o primeiro, na verdade, mas logo a estante começou a encher-se com os livros deste escritor regionanalista, onde a fala do povo emerge em cada frase numa pureza castiça e sã.

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.