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O Tempo Esse Grande Escultor

Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...

O Tempo Esse Grande Escultor

Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...

Sabedoria popular: nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

Cristina Ribeiro, 27.04.10

Tinha eu 10 /11 anos quando sofri uma humilhação que nem consigo adjectivar, no salão onde fazíamos ginástica. Já vestidas as alunas,à espera do toque de saída, e a professora, sentada na secretária, reparou que a minha bata estava mais curta do que a saia. Aos berros,literalmente, começou a dizer que a minha mãe devia ser uma daquelas mulheres de soalheiro, que " passavam a vida a dar ao serrote ", em vez de baixar a baínha da minha bata; com um nó na garganta, e, talvez umas lágrimas nos olhos, eu pensava " trabalhasses tu como a minha mãe, desde madrugada à meia-noite ! ; ela nem tempo tem para ver o comprimento da minha bata "; isto numa altura da vida em que as crianças crescem tão rapidamente, que, quando menos esperamos, a roupa deixa de nos servir. E, suprema maldade, disse a uma minha colega para me deitar toda a bainha abaixo. E eu sem coragem para dizer nada ( quantas vezes me penitenciei pelo facto - mas tive medo! )

Voltei a lembrar-me deste episódio ontem, quando aquelas duas alunas se dirigiram à professora naqueles termos, em que agora a humilhada era a professora.

 

 

*Quero frisar que essa professora de ginástica era a excepção; as alunas não o serão...

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