Segunda-feira, 26 de Abril de 2010

 

Os tempos eram outros - quando cá em casa havia capoeira para criar frangos, pocilga para os porcos, e uma casinha, quase de bonecas, com telhado por onde se espraiavam os ramos de videiras, que servia de coelheira: aí, atrás da rede, seguíamos o crescimento daqueles animaizinhos, envoltos em nuvens de pêlo, que quase nos impediam de ver os seus olhos pretos.

Era esse telhado, relativamente baixo, e para onde subíamos escalando um pequeno muro, um dos locais preferidos para brincarmos, as irmãs e duas primas,às casinhas, mas também para lermos os livros do Noddy que requisitávamos na biblioteca ambulante da Gulbenkian.

Na época em que os cachos de uvas estavam ali mesmo ao nosso alcance, as saudosas e doces uvas americanas, não foram poucas as vezes que nos queixámos de dores na barriga. Ao ver os lábios roxos, era certo o ralhete materno; mas , mesmo assim, o máximo que podia acontecer era estarmos um ou dois dias sem as comermos, para depois tudo voltar ao normal.


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publicado por Cristina Ribeiro às 23:54
Em casa dos meus avós também havia galinheiro, pocilga e coelheira, e eu adorava pegar nos coelhinhos fofos e macios. Ainda hoje não como coelho.
Gi a 27 de Abril de 2010 às 18:28

Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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