Segunda-feira, 26 de Abril de 2010

Não há partidos impolutos neste país, respondi a um comentarista.

Quando entrou em Portugal este sistema partidário, o meu pai disse que iria votar no " mal menor "; na altura achei que estava a exagerar, e quando chegou a minha vez de votar, votei nesse mesmo partido - o CDS - com convicção.

O tempo encarregou-se de esfriar essa convicção, que passou a ter altos e baixos - queria que o partido se definisse, contra ventos e marés; contra a ideologia dominante.

Há dias disse que me orgulhava de nele ter votado, por ter ido contra este PEC, manifestamente mau, onde se mantém a veia megalómana do engenheiro, à custa de sacrifícios impostos aos contribuintes. Hoje digo que tenho vergonha de ter votado no partido que viabilizou aquela coisa a que o Presidente da A.R. chamou o problema 300 do país. Sabemos que são muitos, mas que tal começar por um deles, seja o 300 ou o 400?

Gosto de repetir a frase de Marguerite Yourcenar «O Tempo Esse Grande Escultor », mas, além disso, ele é um grande desmistificador.



publicado por Cristina Ribeiro às 23:44
Gostávamos, não é, Cristina? que os partidos fossem coerentes e tivessem valores em que pudéssemos acreditar, em vez de navegarem segundo as conveniências momentâneas - ou não, que neste caso foi criado um precedente que todos os futuros deputados poderão citar.

E ler que não havia normas sobre o tema - para pessoas com princípios seria evidente que não havia normas porque nem sequer se devia poder pôr a questão. Para estes energúmenos, foi mais uma oportunidade para criar uma norma à medida das ditas conveniências.

Um nojo.
Gi a 27 de Abril de 2010 às 18:25

Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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