Segunda-feira, 01 de Novembro de 2010

 

 

 

Nunca esta música - tão linda que é! - se integrou tão bem com as imagens.

A comoção renova-se a cada visionamento.



publicado por Cristina Ribeiro às 20:10

 

 

Há dois ou três anos, uma irmã foi à Jordânia, e o relato que então fez do que viu, e sentiu, naquele país, é agora corroborado pelo relato que, após uma visita, faz Jaime Nogueira Pinto, em que nos dá conta de um país árabe " especial ", civilizado, bem diferente dos países árabes que o rodeiam, onde a Educação é, realmente, uma prioridade ( e aposto que sem que ninguém alardeasse tratar-se de uma " paixão " ).

E tudo isso repousa na obra política da dinastia hachemita, de Hussein ben Ali e dos seus filhos Abdullah e Feisal (do Lawrence da Arábia), continuada pelo falecido rei Hussein, rei carismático, soldado, desportista, cosmopolita, com a sua série de rainhas



publicado por Cristina Ribeiro às 18:31
Sexta-feira, 15 de Outubro de 2010

 

educado desde pequeno para apenas prosseguir o bem da Nação, que utilize todos os poderes que a Constituição confere ao Chefe de Estado, v. g. o de dissolver o Parlamento sempre que, dentro do alto ideal que é esse Bem Público, entenda não se estar a seguir a política benéfica ao País, sem ter de acatar os ditames partidários, que é o que um Presidente da República acaba sempre por fazer, mesmo quando diz que é Presidente de todos nós, é o que almejo, caro Corcunda!

O oposto de coroar Abril !

Um Rei interveniente dentro do Constitucionalismo não é novidade na nossa História



publicado por Cristina Ribeiro às 21:18
Terça-feira, 29 de Junho de 2010

" Na senda de D.Pedro V, quando visitou Vitória e Alberto...; bom augúrio ", foi o que se me ofereceu  dizer quando o Nuno anunciou que o Príncipe da Beira iria prosseguir os seus estudos na Grã Bretanha, e foi logo o que me veio à mente, sabida que é a minha admiração pelo Esperançoso, pelo Muito Amado.

A propósito, permito-me recorrer a um excerto do livro de Filipa Lowndes Viicente « D.Pedro V na Europa do SéculoXIX ».

 

" O principal objectivo dos Grands Tours de D. Pedro V era adquirir um tipo de instrução que não seria possível obter ficando em casa. O estrangeiro surgia como o lugar para completar a educação previamente recebida ( ... ) Viajar significava verificar o mundo ( ... ) Se para muitos viajantes contemporâneos de D. Pedro as suas referências incluíam sobretudo escritores e poetas, no caso do príncipe os livros que leva na sua bagagem mental eram essencialmente análises contemporâneas nas áreas da história, política, economia e cultura.

Com a aquisição dos conhecimentos práticos e experimentais, o príncipe completava a sua educação com um propósito bem definido: ser usada em benefício da nação em que iria reinar ".

 

Assim se faz um Chefe de Estado.



publicado por Cristina Ribeiro às 13:09
Terça-feira, 20 de Abril de 2010

 

« Meu Senhor

 

Quando Vossa Alteza chegou á idade em que a superintendencia da sua educação tinha que ser entregue a um homem houve por bem El-Rei nomear-me ayo do Principe Real. Foi Sua Magestade buscar-me às fileiras do exército. ( ... )

Escolhendo um soldado para vosso ayo que fez El- Rei? Subordinou a educação de Vossa Alteza ao estado em que se acha o paíz. N'esta epocha de dissolução, em que tão afrouxados estão os laços da disciplina, entendeu Sua Magestade que Portugal precisava mais que de tudo de quem tivesse vontade firme para mandar, força para se fazer obedecer ( ... )

Tão bom Rei, tão bom soldado foi D. Pedro V nos hospitaes como outros no campo de batalha, porque a coragem e abgnação são sempre grandes e nobres seja onde fôr que se exerçam e tudo que é grande e nobre è proprio de Rei e de soldado.

Não faltará ensejo a Vossa Alteza de revelar aquellas qualidades.  Não lhe escassearão por certo provações e cuidados, revezes que trazem o desconforto ao espírito. Para todos eles carece Vossa Alteza de estar preparado temperado pela educação, pelo estudo dos bons exemplos pela firme vontade de vir a ser um Principipe digno d'esse nome e do da sua Caza. E para ser Principe é preciso primeiro que tudo ser homem (... )

Do seu ayo muito dedicado »

 

Este excerto duma carta, dirigida por Mouzinho de Albuquerque a D. Luíz Filipe de Bragança, realça a importância da educação num futuro Chefe de Estado, relevando o crucial da autoridade ( que não autoritarismo ) que advém do exemplo.

Numa época em tudo semelhante à que então carecia desmedidamente de um homem de pulso, espera-se que esta carta não caia em saco roto...

 

 

 



publicado por Cristina Ribeiro às 19:25
Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

 

tem-se esvaziado bastante e a tibieza para intervir tem sido evidente ( ... ). Contudo, a própria existência da monarquia confere um sentido e uma identidade mais proeminente a uma soberania. Mas para isso penso que teria de haver um conselho de Estado ou uma câmara alta não sujeita ao sufrágio universal e que garantisse a execução da constituição com poderes acima dos dos Parlamento. (... ) Homens da envergadura de D.Pedro V. assim como de seu pai D.Fernando de Saxe Coburgo não sei se alguma vez poderão voltar a existir, mesmo preparados para isso desde o berço. Sou um monárquico muito céptico e creio que muita coisa mais terá de mudar para além de e antes de o regime de soberania. Mas quem sabe se esta conjuntura de caos e crise não se tornará favorável a grandes alterações? " escrevia o Pedro há tempos na caixa de comentários. Hoje, no dia em que se comemora mais um ano daquele fatídico dia 11 de Novembro, tenho ainda esperança - se não fôr para amanhã, para um futuro ainda incerto - que uma educação orientada, desde pequeno, no Sentido de Estado, do Bem Fazer, que tantas glórias trouxe a Portugal no passado, torne possível o despontar de um príncipe, e não me refiro apenas à hereditariedade, a orientar um barco à deriva. Em suma: um Homem do Leme com fibra.



publicado por Cristina Ribeiro às 21:12

 

 

 

 

 

 como os outros, que têm desejos, paixões e defeitos (...), mas devemos lembrar-nos que existe para eles uma lei moral mais severa do que para os outros, porque quanto mais elevada é a posição tanto maior é a influência do exemplo». («O Pensamento do Rei D. Pedro V»,de Augusto Reis Machado).

 

É a morte precoce, com apenas 24 anos, deste homem, a 11 de Novembro de 1861, que Portugal tem a lamentar. Sim, porque o que sobre ele me tem sido dado ler chegou para me convencer de que «O Esperançoso» seria o homem de que o País necessitava para, nas palavras do Poeta, se " cumprir Portugal" Leio na biografia que dele fez Maria Filomena Mónica, nas Edições Círculo de Leitores: "A 22 de Dezembro de 1855 dizia ao tio Alberto ( marido da Rainha Vitória ): « Estou a reunir um arsenal cheio de armas para ser apontado contra a ignorância (...) a instrução pública é uma das principais, se não a primeira, das necessidades do país.(...). Colocados num dos graus ínfimos da escala do desenvolvimento intelectual dos povos, lançamos avidamente a vista para o que os outros nos apresentam de grande e belo, e depois de termos admirado, tornamos a cair no nosso lamentável estado e a adormecer.» " D. Pedro entendia que ao rei cabia governar, sem se limitar ao acto de reinar, "sempre pensou que sobre ele recaía a responsabilidade de transformar Portugal num País civilizado" e desenvolvido, desconfiando da competência dos políticos, que considerava " corruptos, ineficientes e imorais". Levou-o o tifo, nesse dia 11, para nosso mal.

 

11 de Novembro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 00:17
Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

são ingovernáveis fora de regimes autoritários, dizia eu ontem ao João Pedro. Já os romanos o diziam dos lusitanos. Mas se é verdade que tendemos para essa síndrome de " cabeça dura ", ela não tem de ser uma verdade absoluta. Ontem mesmo se falou na política de sucesso e ordem, em liberdade, que teve como rostos mais visíveis o monarca espanhol e o seu Primeiro Ministro Adolfo Suarez.. Hoje, num blogue de que gosto, encontro um artigo de que sobressai a frase "Siempre me ha llamado mucho la atención la respetabilidad absoluta que ha tenido el rey en la época moderna y su papel moderador".

Está tudo interligado.



publicado por Cristina Ribeiro às 00:41
Domingo, 25 de Outubro de 2009

de Fontes Pereira de Melo, de Maria Filomena Mónica, para notar que " Em 1859, eram adoptados os círculos uninonimais (..,) Que teria passado pela cabeça de Fontes, um centralista notório, para patrocinar uma lei que retirava poder ao Executivo? A resposta só pode ser uma: a de que se vergara à vontade do rei. De facto, desde há muito que D. Pedro V se vinha a queixar da forma como decorriam as eleições em Portugal(...); detestava a centralização do sistema. As suas ideias eram claras: « A centralização, se reduz a acção do teatro político à capital, se separa a vida das classes governantes da vida do povo e o força a viver desafiando a lei, é, na sua própria natureza um sistema constitucional incapaz de funcionar ». O bem estar do país exigia, pensava, a aprovação de uma lei eleitoral que aproximasse os eleitos dos eleitores" E anda essa palavra- povo- por demais na boca dos políticos de hoje... Contrária a uma regionalização, que , com os autarcas que temos, mais não serviria senão para fazer crescer mais ainda o negro fantasma da corrupção, a descentralização, com reforço, controlado, dos municípios, penso-a, também, essencial ao tal bom funcionamento do sistema.

 

Dezembro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 01:03
Sábado, 10 de Outubro de 2009

 

 

 

Aclamado no dia 6 de Maio de 1908, no Palácio das Cortes, o jovem D. Manuel II, que não fora educado para reinar, por ser filho segundo, mas que nem por isso descurara a sua instrução, como ficou bem patente na sua grande cultura, tudo fez para tornar um facto a preparação para melhor prosseguir o que considerava ser o dever de um monarca: o bem do País. Sem olhar a sacrifícios pessoais: tivera nisso o maior dos exemplos- o de sua mãe! Pensando ser esse o caminho para apaziguar os espíritos, propôs-se encetar uma política de acalmação, respeitando estritamente os limites do poder moderador, não intervindo nas lutas entre políticos; mas estes, tal como agora, sempre puseram os interesses pessoais à frente de tudo, coisa que D. Manuel nem concebia sequer... Escreveu a José Luciano, chefe dos Progressistas: "Tenho trabalhado com a máxima sinceridade e dedicação para o bem do meu Paíz e das Instituições que me cumpre defender", e quando ascendeu ao trono disse aos portugueses: "(...) Nesta desventurada conjuntura sou chamado, pela Constituição da monarquia, a presidir aos destinos do reino: na sua conformidade e no desempenho dessa elevada missão empenharei todos os meus esforços pelo bem da Pátria, e por merecer a afeição do povo português". Quando viu o caminho por que enveredavam esses políticos, o mesmo que , cem anos depois, Portugal viria a conhecer, alertou-os para a tempestade que se avizinhava. Também «O Desventurado» previu que "faltava cumprir Portugal"!

 



publicado por Cristina Ribeiro às 15:58
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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