Quinta-feira, 19 de Junho de 2014
" O Rei começava a fatigar-se das manigancias dos politicos, a sentir nausea das ambiciunculas e baixeza, a descrer do estado apathico das gentes, do caracter escorregado sem lealdade - sim, sim, a desconfiar de todos (... ).
A sua phrase - isto é uma monarchia sem monarchicos - clamada n'um colapso d'angustia, ao cabo d'algum demorado exame ás forças defensivas do throno, grita a clareza cutilante com que elle sente o seu isolamento, entre o egoismo abjecto no completo alheamento da patria. ( ... ) O Rei assassinado no dia 1, se ressuscitasse, poderia ver, no dia 2, no governo os mesmos homens, a mesma graxa nas almas, mesma passividade nas ruas, mesmo palavreado nos comicios...
Pobre, pobre D. Carlos! quando se pensa que afinal era mais inteligente e teve virtudes superiores ás dos seus adversarios e seus cumplices. "
Fialho d'Almeida, « Saibam Quantos... »
 
O « Caluniado », como se lhe referiu Ramalho Ortigão, e que, na « Nação Portuguesa », António Sardinha considerou o primeiro dos Integralistas Lusitanos, quis fazer renascer a pátria, fazendo-a voltar à senda do Tradicionalismo, que a fez grande; mas venceu a ideia dos que a queriam pequena, ainda que para isso houvessem de recorrer à maior das baixezas humanas.


publicado por Cristina Ribeiro às 11:50
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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