Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010

 

Mas agora o sol iluminava o quarto- bem lhe dizia o Eduardo que depois da tempestade vem sempre a bonança.Sorriu quando pensou no amigo, e, instintivamente, olhou pela janela, procurando por entre as árvores a casa grande, no fim da alameda, dos donos da quinta. Sempre a receberam bem, aceitando-a lá em casa como a amiguinha do filho, desde quando eram pequenos. E com que ansiedade aguardava, de cada vez, as próximas férias, quando ele vinha de Lisboa com os pais...

Olhou para a posição do sol e pensou que o pai estaria a trabalhar nos campos havia muito tempo já, e que estava na hora dela se levantar também, mas permitiu-se mais um tempo de devaneio. Como gostava de falar com ele. Animou-se com o pensamento de que as férias da Páscoa não tardariam muito... Entretanto, a vida chamava-a, e lembrou-se de que teria de falar ao vizinho para dar uma olhada no telhado: com a tempestade dos dias anteriores nunca se sabia...


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publicado por Cristina Ribeiro às 21:51
existem por aqui muitos momentos assim, deliciosos.

Atenção que isto não é graxa, é ler e deliciar-me sem saber como comentar.
Daniel João Santos a 24 de Fevereiro de 2010 às 22:10

...e é não saber como agradecer, Daniel; como disse na vossa festa, o melhor é fazê-lo com flores
Cristina Ribeiro a 24 de Fevereiro de 2010 às 22:21

Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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