Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

 

mas uma só, considerava, lhe ficara para sempre no coração- a Casa de Cazares em Arcos de Valdevez(...); é falar numa ligação tão forte que o leva a desejar-se arcoense apenas para nessa casa ter nascido; é falar numa permanente procura desse bem perdido onde se encontram a infância, as tropelias de menino, o local de tantos sonhos de juventude »

 

                 Prossegue a digressão pelos refúgios dos meus escritores dilectos, e, através das imagens captadas por Sérgio Freitas, ando por aquelas salas do casarão de granito, onde nunca estive, detendo-me a olhar as muitas fotografias na parede, que, de certo modo, me são já familiares, porquanto as li em vários dos seus livros.

São em parte estas que me levam até à estante, em busca de uma frase lida no seu romance maior, e que resume todo o sentir que está por detrás dos seus escritos- « Ah!, mundo esmagador das recordações! Nunca parara de lhe trabalhar no coração ( e não seria o coração, nele ao menos, a sede, afinal, do pensamento? ) aquela frase topada em Michelet..." pour te verser, mon coeur, j'ai besoin de l'éternité " »

 

E vem-me à cabeça aquele título de Marguerite Yourcenar- « O Tempo, Esse Grande Escultor ».



publicado por Cristina Ribeiro às 20:18
muito bom!
Daniel João Santos a 22 de Fevereiro de 2010 às 21:45

Obrigada, Daniel :)
Cristina Ribeiro a 24 de Fevereiro de 2010 às 20:46

Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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