Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

 

Encostado à enxada, o velho, magro, de pele tisnada pelo sol, sorria;  os olhos sorriam também: o orgulho naqueles talhões cultivados com alface, tomate, ervilhas...

No céu, a lua começava a  surgir, timidamente ainda, horas, portanto, de ir para casa, onde a sua Lucinda o esperava com uma sopa feita com hortaliça que as suas mãos haviam plantado e cuidado...

Pôs a enxada aos ombros e pôs-se a caminho, cantarolando...



publicado por Cristina Ribeiro às 22:38
uma excelente pintura em palavras. Li e adorei as cores, os cheiros...
Daniel João Santos a 27 de Janeiro de 2010 às 23:06

E como eu gosto que tenha gostado, Daniel.

A enxada cada vez menos consegue assegurar o amparo a alguém...
manuel gouveia a 29 de Janeiro de 2010 às 20:31

Por cá ainda há quem nela se ampare, e viva feliz, sem as exigências da modernidade. Quando passo por um homem desses, a transpirar saúde, confesso que tenho inveja, Manuel.

Pois no meu caso é quando me lembro dos biliões gastos no BPN para sustentar os vícios de uma escassa meia dúzia...
manuel gouveia a 30 de Janeiro de 2010 às 22:29

Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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