Terça-feira, 13 de Outubro de 2009

 

 

 

 

Lady Jackson, conhecedora da nossa língua a ponto de "se deleitar" com a obra de Júlio Dinis, dele retenho, logo no início, a passagem em que sublinha o pouco apreço com que Portugal é visto pelos estrangeiros, nomeadamente os seus conterrâneos, e é precisamente ao escritor portuense que vai buscar as razões deste menosprezo: "A causa disto é sermos nós uma nação pequena e pouco à moda, acanhada e bizonha nesta grande e luzidia sociedade europeia, onde por obséquio somos admitidos, dando-nos já por muito lisonjeados, quando os estrangeiros se deixam benevolamente admirar por nós". Este excerto de «Uma Família Inglesa» faz-me interromper a leitura de «A Formosa Lusitânia» por dois motivos: primeiro, para notar que, mesmo descontando a ironia do português, este reparo mantém toda a actualidade, depois, para constatar, mais uma vez, a veracidade do mandamento segundo o qual um livro só pode ser assimilado depois de duas, por vezes várias, leituras; deste passo não retivera a mais pequena das memórias, podendo, no entanto, alegar em minha defesa o tê-lo lido em idade bem moça.



publicado por Cristina Ribeiro às 12:26
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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