Sábado, 04 de Dezembro de 2010

 

de, no Campo de S. Mamede, em Guimarães, se ter desenrolado  a Batalha que abriria as portas ao nascimento de uma nova nação, viesse a nascer, provavelmente em Flor da Rosa, arredores do Crato, aquele que, para mim, personifica, logo depois do nosso primeiro Rei, o mais alto grau de amor à Pátria.

Com efeito, se este, Príncipe ainda, começava ali um longo combate que culminou nessa tão sonhada independência, o testemunho, a manutenção desse sonho, dois séculos depois só não cairia em saco roto porque, à frente de outros patriotas surgiu a figura do Condestável.

               Mas D. Nuno Álvares Pereira não se limitaria a ilustrar a história pátria com esta sua faceta guerreira e patriota. O alto exemplo que nos legou ficaria para sempre marcado pelo lado humano e caritativo que « Com a paz com Castela firmada a 31 de Outubro de 1411 » o permitiria « dedicar-se com maior intensidade às obras de misericórdia, criando casas de abrigo para doentes viúvas e orfãos. O seu amor ao próximo não conhecia raça ou crença, e assim acolheu nas suas terras, mouros e judeus, construindo Mesquitas e Sinagogas » ( « D. Nuno Álvares Pereira - Um Santo Para o Nosso Tempo »,in Boletim da Fundação D. Manuel II .



publicado por Cristina Ribeiro às 20:35

 

 

que o cimo da escrivaninha do meu irmão se encheu com os livros de Eça de Queiroz  editados pela  « Livros do Brasil » .

Foi uma surpresa não só para ele, mas para os outros irmãos, que já afilavam o dente ao ver aquela colecção inteirinha à nossa espera.

                Mas esperava-me um balde de água fria: Só podes entender estes livros quando tiveres 15 anos, disse o meu pai, quando viu o olhar guloso que lhes deitei.

Deve ter sido por essa altura que comecei a visitar regularmente a escrivaninha do meu irmão



publicado por Cristina Ribeiro às 20:31

 

 

Quando ontem de manhã, estava um lindo amanhecer, os vi, por certo que já levavam um par de horas naquele sachar da terra, a prepará-la para receber as batatas em semente, que chegada é a hora de o fazer, passadas que são, e nisso se põe grande esperança, as grandes geadas, que tudo levam.

Poucos e idosos, que estes homens e mulheres são dos que ainda resistem ao chamado das fábricas, sorvedouro das gentes novas, desgraça das terras que ficam por cultivar, em breve ocupadas por mais daquelas casas que proliferam como cogumelos.

Quando hoje a manhã surgiu cinzenta e com uma cortina de chuva, pensei não os encontrar, à espera que melhor tempo fizesse. Mas não; lá estavam, de enxadas na mão, a terminar o que tinham começado, que o apelo da terra foi mais forte do que os aguaceiros, que fintavam com as serapilheiras pela cabeça...

               A esta hora, o sol há muito que acorreu , talvez condoído da sua sorte.



publicado por Cristina Ribeiro às 16:31

 

era a zona do País por nós preferida na Primavera.

Não sei já porque razão aquele fim-de-semana iria ser prolongado, mas o certo é que sabíamos ir encontrar aquelas planícies sem fundo, numa ondulação movida pela leve aragem, de um verde semeado de flores de cores que iam do branco ao roxo.Tudo isto debaixo de um céu muito azul.

O destino era Sousel, no Distrito de Portalegre, a partir da qual visitaríamos, conforme planeáramos já, Avis, Estremoz., Arraiolos ( aonde voltaríamos com mais vagar ), Mora,..

De caminho iríamos ver como estava o Mosteiro  da Flor da Rosa, de que ouvíramos estar a ser reconstruído, que sabíamos ter estado ligado às Ordens de Malta e Hospitalários, ter ali vivido o pai de D. Nuno  Álvares Pereira, tendo o Condestável aí nascido, quando aquele era Prior do Crato, e acabara de ser referido na série de episódios televisivos « Malta Portuguesa ».

          Estava ainda em ruínas, e só uns anos mais tarde ( dois? ) ficaríamos na então recém inaugurada Pousada.




publicado por Cristina Ribeiro às 15:56

 

e da nossa soberania. (...) O território nacional, a terrra Patrum, a terra dos nossos maiores, é considerado - e muito bem -, elemento básico, fundamental, de soberania e de independência. Não se pode bem considerar soberano e independente o Estado e um Povo, sem base territorial.

Mas, por seu lado, a Língua Nacional, a língua pátria, não deve ter-se em menor conta que o território, como fulcro de unidade »

 

               Quando o meu pai mo emprestou, disse-me que me iria prender como se de um bom romance se tratasse. E assim tem sido.

Dou comigo a pensar no que não daria para ter ao alcance de um  botão, que se liga para nos dar entrada num mundo maravilhoso ou, pelo contrário, degradante, consoante as escolhas de programação, um programa televisivo como o que depois foi transcrito para o papel. Um programa que desfizesse as muitas dúvidas linguísticas - tantas!- que vão surgindo.

E, aquando do debate sobre o malfadado  acordo ortográfico, vimos já que não é por míngua de bons linguistas...; é, tão só, por opção programática.



publicado por Cristina Ribeiro às 15:34

 

 a Gorki, agora já uma mocinha crescida, um dia aparecia prenhe do Gauguin. Replica a minha mãe que o coitado já é velhote.Sai-se o António com mais um dito popular: - sempre ouvi dizer que rapariga nova dá filhos até à cova.



publicado por Cristina Ribeiro às 15:25

 

Em «A Paixão de Camilo: Ana Plácido », Rocha Martins escreve que ' à porta de Camilo geraram-se sempre novelas: lá dentro do lar, passava-se o seu drama '  »

Leio, da Editora Opera Omnia, e de autoria de Secundino Cunha, « Casas de Escritores no Minho », e detenho-me nas fotografias daquela que melhor conheço -a de S. Miguel de Seide..

           Se na primeira visita me encontrava totalmente alheada  deste tão grande drama, quando pela segunda vez fui à casa que testemunhou os seus males, mas onde escreveu páginas e páginas que para sempre lhe valerão a imortalidade estava já bem ciente desse drama pessoal.





publicado por Cristina Ribeiro às 15:14
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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