Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

 

 Fins de Abril. A roda de amigos vai passar mais um daqueles fins-de-semana revigorantes na serra do Gerês, numa das casas que foram outrora habitadas pela Guarda Florestal. No caminho, lá bem no alto, um pé de rosas radiantes. Um dos carros pára. O rapaz sobe e, depois de muito esforço e alguns arranhões, traz uma das flores à namorada.Esta pega na rosa e diz: - " A que estava ao lado era mais bonita"...

 

Novembro de 2008


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publicado por Cristina Ribeiro às 20:07

 

 

 

Que fazíamos os nossos serões. Lembro-me deles no fim dos dias frios de Outono e de Inverno. Nessas noites, e após o jantar, sentávamo-nos ao redor da lareira de granito, onde crepitava a fogueira, sempre de chamas bem altas. Um pouco afastadas, bem no meio do borralho, duas chocolateiras de barro, mantinham sempre quentes o chá e a cevada, prontos a bebericar. Começava então aquilo que, algum tempo depois, veria, como numa " reprise", no ecrã do cinema: a sessão à Von Trapp, com o meu pai a dirigir aquelas vozes infantis desafinadas Foi o tempo de aprendermos " Eu Vou Comprar um Chevrolet" ou "Alecrim, Alecrim,aos Molhos , que Nasces no Monte sem ser Semeado".

 

Novembro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 20:00

 

 Ao lanche, em pleno Verão de S. martinho, iríamos comer castanhas cozidas. E logo se desfiaram memórias da nossa infância, quando a Sr'Ana chegava a casa, todos os Domingos, à hora do lanche, com um cântaro de barro cheio de castanhas, que fumegavam ainda.. É esse sabor que vamos buscar, agora que ouvi dizer: "-Venham; estão cozidas".

 

Novembro de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 19:46

 

Quando, ontem à noite, vi, e comentei, este post de João Távora, não contive um sorriso: lembrei a tarde, teria, talvez, sete anos, em que, no Teatro Circo de Braga fomos todos vê-lo -seria a primeira de muitas vezes, agora na televisão, até que me cansei -. Como é costume enraizado cá em casa ( tinha de me calhar uma família assim, logo a mim que muito prezo a pontualidade :) ), chegámos tarde; no momento em que a preceptora se sentava em cima da pinha, colocada na sua cadeira pelos diabretes, o que me divertiu muito. Relembro as cenas todas, e o facto de, nos dias seguintes, comentarmos, eu e as minhas irmãs, as peripécias que nos tinham encantado - recordo com particular pormenor o termos retido a cena em que a mais pequenina dos Von Trapp queria, porque queria, mostrar o dedo magoado à Fraulein que regressara ao convento...; o quão bonito acháramos o capitão, nós que nos pensávamos com direito a encontrar um homem tão charmoso...; o termos confessado que ficáramos com um nó na garganta, com muita pena dele, quando vimos que, com a emoção, lhe falhou a voz ao cantar Edelweiss... Ficámos com inveja quando, na casa de uns amigos, vimos o disco de vinil. Não admira, pois, que quando, muitos anos depois fui a Salsburgo lá tenha comprado o CD. Nunca o ouvi, mas talvez um dia destes queira voltar a ouvir o capitão a cantar Edelweiss.



publicado por Cristina Ribeiro às 19:41

a António de Almeida a preciosa ajuda, leiga que sou nestas coisas de construir blogues. Sempre quis um arquivo dos postais que ia deixando no Estado Sentido, até para facilitar ligações a coisas antigas. Entusiasma-me agora a ideia de aqui escrever coisas diferentes, acumulando.

Vai faltando o tempo para aprender a fazer ligações aos blogues amigos.*

 

 

                ( * Mas também, e atendendendo que este é apenas um pequeno rebento do tronco, onde estão já tais ligações... )



publicado por Cristina Ribeiro às 12:01
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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