Terça-feira, 13 de Outubro de 2009

 

propúnhamo-nos visitar parte da região onde, sob o comando de Artur Wellesley, futuro Conde do Vimeiro, Marquês de Torres Vedras e Duque de Wellington, haviam sido erigidas as muitas fortificações das chamadas Linhas de Torres, com o propósito de defender a Capital das tropas francesas, com que Napoleão ambicionava manietar Portugal, e assim dar um passo decisivo na conquista da Europa, . Não contava com a aguerrida resistência das tropas luso-inglesas... A partir do Vimeiro visitámos o pouco que resta daquela que parece ter sido um prodígio de engenharia militar, tendo-nos sido dito que o que ali víamos era fruto da profunda restauração a que se procedera a partir de 1960.

 

Agosto de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 16:34

 

Logo na Primeira Classe, a Dona Maria disse-nos que era madrinha de um menino de Moçambique, e que esperava de todas nós a ajuda possível, porque no fundo ele era afilhado de toda a Classe. . Havia no armário uma caixa de cartão, onde colocávamos a moeda de que cada uma podia dispor, consoante as possibilidades, para que, no fim do mês, uma senhora das Missões, que ia à Escola, enviasse o dinheiro amealhado, destinado a ajudar no bem-estar e educação do "nosso" afilhado.

 

Agosto de 2008


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publicado por Cristina Ribeiro às 16:30

 

Há já muito tempo que não vou à Brasileira de Braga. Quando lá estou, vou a um dos cafés perto de casa, ou, quando no Centro, ao Vianna, onde posso tomar, também, um bom sumo de laranja. Mas muitas foram as vezes que lá me encontrei com amigos, para, principalmente nas noites de Verão, actualizarmos o que ficara por dizer: isto vem a propósito do telefonema que recebi há bocado de uma amiga, encarregada de reunir as hostes para que no fim-de-semana todos acudam ao chamado. E pensei na falta que faz nos dias de hoje aquela tertúlia, animada por espíritos superiores, de que tenho notícia nos livros que vou lendo, nas histórias que vou ouvindo; e lembro aquele passo de Steiner que diz ser a Europa «feita de cafetarias, de cafés (que) vão da cafetaria preferida de Pessoa, em Lisboa, aos cafés de Odessa ».

 

Agosto de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 13:34

 

Foi o que pensei quando, depois que para tal tive disponibilidade, e depois de ter lembrado o que no Je Maintiendrai tinha lido a propósito do 4 de Agosto de 1578, me propus a revisitar o que na altura a vários bloguistas de excelência se tinha oferecido dizer sobre o tema, e sobre outros então dissecados. Foi assim que me vi a reler, quase como se nunca o tivesse feito,(o que me fez relembrar a necessidade de várias leituras do mesmo livro) esses blogues,( o já referido Je Mantiendrai, o Combustões, o Misantropo Enjaulado, o Sobre o tempo que passa...), ao mesmo tempo que pensava na falta que fazem as conversas por eles mantidas, num nível de qualidade raro, com arremessos vários de argumentos superiormente expressos. Temos ao nosso dispor os arquivos, num gesto de generosidade imensa. Adenda: dizia há dias da falta que sentia daquelas tertúlias de café, animadas por espíritos superiores, das quais tinha notícia em livros que ia lendo ou nas histórias que ia ouvindo; nestes tempos da virtualidade, a blogosfera é, sem dúvida, o que mais se lhes aproxima, e se é certo que lhe falta "algo" para o ser exactamente, é verdade que traz a vantagem de chegar até muita gente...

 

Agosto de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 13:29

 

Passados 430 anos sobre a fatídica batalha, lembro o que de excelente li, no dia cinco do mesmo mês do ano passado, no blogue Je Maintiendrai, onde remete para um também excelente texto de J.A.Maltez.

 

Agosto de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 13:08

 

 

 

 

Lady Jackson, conhecedora da nossa língua a ponto de "se deleitar" com a obra de Júlio Dinis, dele retenho, logo no início, a passagem em que sublinha o pouco apreço com que Portugal é visto pelos estrangeiros, nomeadamente os seus conterrâneos, e é precisamente ao escritor portuense que vai buscar as razões deste menosprezo: "A causa disto é sermos nós uma nação pequena e pouco à moda, acanhada e bizonha nesta grande e luzidia sociedade europeia, onde por obséquio somos admitidos, dando-nos já por muito lisonjeados, quando os estrangeiros se deixam benevolamente admirar por nós". Este excerto de «Uma Família Inglesa» faz-me interromper a leitura de «A Formosa Lusitânia» por dois motivos: primeiro, para notar que, mesmo descontando a ironia do português, este reparo mantém toda a actualidade, depois, para constatar, mais uma vez, a veracidade do mandamento segundo o qual um livro só pode ser assimilado depois de duas, por vezes várias, leituras; deste passo não retivera a mais pequena das memórias, podendo, no entanto, alegar em minha defesa o tê-lo lido em idade bem moça.



publicado por Cristina Ribeiro às 12:26

 

 o Carlos Barbosa Oliveira interroga-se como é possível o Norte, com tanta beleza, deixar-se cair num marasmo, que também eu considero criminoso: o homem não só não a evidencia, como até a amesquinha,levando-nos a pensar que a prodigalidade da natureza equivale a um dar pérolas a porcos. Viajar pelo Douro, nomeadamente fazer os percursos possíveis de comboio, como a Linha do Tua, é um presente dos deuses, que nem sempre valorizamos. Lembro-me de me ter dito, quando visitava os Fiordes da Noruega, que o nosso Douro em nada lhes era inferior, tendo, até, a vantagem de gozar de um clima muito mais apetecível, como dizia Garrett.

 

Agosto 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 12:17

 

Nunca falho os Jogos Olímpicos; claro que há provas que prezo mais do que outras... . Mas ainda não vi , e acho que não verei, um bocadinho sequer dos que decorrem em Pequim.Porque acho que, por mais que se preze o fenómeno desportivo, lhe temos de antepor a dignidade humana, ou estar-se-á a violentar o alto ideal do Barão de Coubertin, que a teve sempre em mente, quando relançou os Jogos da Grécia Antiga.

 

Agosto de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 12:10

 

Disse a Luísa ter ficado com a impressão de que Agosto era o mês de todas as festas no Norte. E é-o, pelo menos na parte do Norte que chamo minha. Todos os fins-de-semana acordo com o barulho do rebentar dos foguetes, anunciando novo festejo. Terra de muita emigração, é, além disso, o mês de todos os casamentos, comunhões e baptizados, que foram marcados para esta altura, quando as famílias e amigos estão reunidos. É assim que a estrada que desce a Falperra se enche todos os dias da semana de enervantes buzinadelas, maneira importada das estranjas de cumprimentar os noivos. Música de folclore e pimba massacram-nos os ouvidos a toda a hora; e perguntamo-nos: quando acabarão

 

Agosto de 2008



publicado por Cristina Ribeiro às 10:26
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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