Sexta-feira, 18 de Outubro de 2013

A mulher bem lançava os olhos ao caminho, e resmungava.

Havia já quase meia hora que o mandara por mor de meia broa...  sim, que era dia em que a vendeira cozia, e o seu Manel não a dispensava na hora da sopa...

Ai dele, quando chegasse! Se a venda não ficava nem a cinco minutos de casa... Decerto algum ninho de pássaro, ou algum catraio a desafiá-lo para uma corrida até ao rio... E ia olhando o carreiro por onde viria o seu homem; devia estar a chegar... dianho de rapaz!...


Estava nisto, quando ouviu um assobio, vindo de lá das bandas da aldeia: - e ainda assobiava, o malandro...


Que estivera à espera que a dona Lucinda tirasse a broa do forno, pois que tivera de ir ao médico e se atrasara.


E já lá chegava o pai, de enxada ao ombro: vinha cheio de fome.

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publicado por Cristina Ribeiro às 23:34
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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