Segunda-feira, 13 de Maio de 2013







Estávamos já desanimados! Desta vez o " trabalho de casa " fora descurado, e íamos completamente às escuras, sem saber o que poderíamos ver.

Para trás ficara o concelho de Valpaços, onde nos tinham falado do castelo de Monforte, no concelho de Chaves, mas sem que nos soubessem dizer em que freguesia o encontraríamos. Fomo-nos aproximando da sede do concelho, perguntando a todos que encontrávamos no caminho: informações confusas e, por vezes, contraditórias. 

Até que alguém nos falou na freguesia de Águas Frias. Procurámos por ela, até que, lá bem no alto da serra do Brunheiro o vimos. Que longe estava! " - se chegámos até aqui, não vamos sem o visitar! ", dissemo-nos.

O caminho revelou-se muito íngreme, próprio para ser cavalgado pelos cavaleiros que nele habitaram, desde o reinado de D. Afonso III, que o terá mandado edificar.

Valeu a pena.

Em redor do castelo, uma grande extensão invadida por carvalhos, e outras árvores, propícia a um descanso reparador antes de entrar no grande portão verde que nos dava acesso a miradouro de onde se alcançava maravilhoso panorama, com o rio Tâmega lá no fundo. Em ruínas, o castelo conserva aquele encanto que nos faz pensar que as pedras a qualquer momento nos poderão dizer alguma coisa sobre o que presenciaram ao longo dos séculos. Mas, como sempre, o silêncio ali continuava a ser rei.


publicado por Cristina Ribeiro às 17:05
Inesquecível Cristina:

Apesar de este dia 13 de Maio ser um óptimo para o Tempo escultor terminar terrenas esculturas e escrituras neste mundo, espero que continue a actualizar este blogue com os maravilhosos postais do Estado Sentido e outros. Também a mim o tempo avaro me não dá muito tempo para ler aqui, menos ainda para comentar, e nenhuma vontade de mais registos e rastos na net .

Saiba que continuarei sempre que possível a lê-la no ES e, em particular, queria agradecer-lhe muito a menção que fez hoje (29 de Agosto) de um assunto gravíssimo que, salvo um muito curto apontamento do Nuno C. B., eu já temia passasse em claro nesse blogue. Portugal está a arder. Desde 1975, do grande fogo da Pampilhosa da Serra, que todos os anos é assim, perante a passividade impotente e a cumplicidade criminosoa da corja de malfeitores que assaltou o Estado, e tem minado e a pouco e pouco destruído a vida social portuguesa. Bem haja a Cristina pela referência e denúncia que fez.

E continue a fazer o que tão bem sabe fazer. Não deixe de opor às chamas do inferno o fogo do seu amor pela nossa pobre e tão maltratada terra!

Duarte Meira a 29 de Agosto de 2013 às 23:29

Olá, Duarte!
Rara a minha passagem por aqui, só hoje vi a sua sempre muito bem-vinda visita.
Grata por ela!
A arder, em todos os sentidos, e a consumir nas suas chamas um País de que já começo - não é de agora esse começo - a ter saudades.
Obrigada por tão benévolo juízo.
Cristina Ribeiro a 16 de Setembro de 2013 às 18:12

Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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