Quinta-feira, 21 de Abril de 2011

cortando a serra ladeada de vinhedos em socalcos que quase tocavam o céu, azul que ele estava naquele dia de Primavera. Saira da estação de Campanhã, aonde o pai a levara ainda a lua não dera lugar ao sol, e agora o sono que, por vezes, a mantinha de olhos fechados, apesar do sol bem alto já. Que não se deixasse dormir a pontos de passar pela estação onde o tio a esperava!, recomendara a mãe, quando dela se foi despedir. Pedira, por isso, ao revisor que a acordasse quando chegasse a Tormes, não fosse Morfeu, ou o pai deste,  pregar-lhe a partida.

E nesses momentos em que o filho de Hipno a fazia cair nos seus braços era com Jacinto e José Fernandes que sonhava, eles que muito antes tinham feito aquela mesma viagem.

Desejou então que lá em casa dos tios houvesse um arroz de favas à sua espera...



publicado por Cristina Ribeiro às 14:54
Belíssima viagem no tempo e no espaço, Cristina. E logo com o remate do arroz de favas!... ;-D
Um beijo, com votos de boa Páscoa!
Luísa Correia a 22 de Abril de 2011 às 20:21

Ainda hoje sai da estação de Campanhã...num dia de quase sol...pouca terra, pouca terra...
Uma Páscoa feliz!
Geoge Sand a 23 de Abril de 2011 às 22:18

Vejam a notícia em
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/luis-maria-cacem-policia-tvi24/1286815-4071.html

"Polícia inventou crime para prender... o vizinho
Aconteceu no Cacém. PJ apanhou prevaricador

Um agente da PSP terá simulado uma tentativa de homicídio para prender um homem inocente. E ainda pediu a um colega, também polícia, que confirmasse a história.

Luis Maria é agente da PSP na esquadra do Cacém, mas foi enquanto vizinho que se zangou com Mário Brites. Vivem no mesmo prédio no Cacém e terá sido a venda da casa de Mário que provocou atritos entre os dois vizinhos.

Da pequena guerra entre vizinhos até ao crime ou à sua simulação foi um pequeno passo. De acordo com a investigação da Polícia Judiciária, o polícia Luis Maria terá pedido a um colega da PSP, o agente António Nereu, que confirmasse uma tentativa de homicídio contra si próprio.

Os dois polícias testemunharam então contra Mário Brites, garantindo que este tinha tentado matar o polícia com dois tiros à queima-roupa em plena rua, no Cacém. A versão dos dois polícias vingou, o homem foi detido e ficou preso cinco meses.

Agora, a PJ conclui que os dois agentes simularam a tentativa de homicídio para servir uma vingança pessoal. No inquérito são apontadas várias contradições relacionadas com o falso tiroteio. O arguido que afinal terá sido a vítima desta história já foi libertado."

À custa desta armadilha hedionda, Mário Brites perdeu a Família, o emprego, a casa. Façam uma corrente, enviando o email aos vossos amigos, exigindo
Justiça para um homem inocente que cumpriu 5 meses na prisão, vendo a sua vida destruída por dois monstros que mancharam a instituição a que pertencem. Que seja devidamente indemnizado, para que possa recuperar tudo o que perdeu e que aos agentes seja aplicada uma pena exemplar- prisão e expulsão compulsória da PSP.
Justiça para Mário Brites a 7 de Outubro de 2011 às 20:34

Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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