Segunda-feira, 31 de Maio de 2010

 

 

 

 

 e com as sementes do milho na terra já - ao lado, os lavradores foram mais expeditos, e já se vêem as plantas verdes, numa corrida desenfreada, para que nelas surja e cresça a espiga que o sol há-de dourar -, mais uma vez o lamento de quem vê, quase de ano para ano, esta paisagem tão nossa a ficar aceleradamente com menor espaço, e a ser substituída pela aridez do betão, que, até há não muito tempo, lhe era estranha. E a minha irmã, que ouve este queixume, lembra o tempo, não distante, em que estes pedaços eram continuados, em extensões de terra cultivada, onde os olhos descansavam, naquele que era o resultado de um trabalho gostoso - via-se no olhar dos camponeses, adivinhava-se nas suas palavras felizes - .

Pedaços que persistem, apesar dos pesares, por teimosia de alguns que lutam para que este Minho não desapareça na uniformidade a que muitos querem ver Portugal reduzido...



publicado por Cristina Ribeiro às 23:48
Cultivado a tractor...
manuel gouveia a 1 de Junho de 2010 às 16:40

Aplanado pelo tractor, antes de se lançarem as sementes.

Lá se foi o arado puxado por uma besta...

Por aqui ainda há um - só um - lavrador que o faz, dizem-me, mas como não o conheço...

para alguns iluminados políticos portugueses e não só, o desenvolvimento é alcatroar e cimentar o país.
Daniel João Santos a 1 de Junho de 2010 às 16:43

Ah pois! E arrancam as batatas e a hortsaliça no prato desse desenvolvimento exclusivamente urbano :)

Ainda se fosse uniformemente bonito, Cristina! Mas está a ficar uniformemente horrível.
Gi a 1 de Junho de 2010 às 16:59

Dá vontade de chorar, por vezes, Gi...

Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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