Quarta-feira, 21 de Abril de 2010

 

Fora com as duas mãos que agarrara o convinte dos amigos dos pais.

Era Junho, e estava mesmo precisada daquelas férias. Toda a tarde vagueara por entre searas verdes , mas que, pelo que lhe haviam contado os seus anfitriões, depressa se tornariam douradas. Ia neste pensar, quando pela frente lhe surgiu uma casa abandonada que logo lhe lembrou a casa da Menina dos Rouxinóis, que encantara Almeida Garrett; também ali havia uma janela, coberta de verdes trepadeiras que lhe atiçava a imaginação. Como o escritor, interrogou-se quem teria lá vivido. Mas não viu ninguém que pudesse satisfazer-lhe a curiosidade. O sol começava a pôr-se já, e achou por bem encetar o caminho de volta, mas a sua cabeça ia conjecturando segredos guardados para sempre por aquelas paredes.


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publicado por Cristina Ribeiro às 22:16
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
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