Terça-feira, 29 de Agosto de 2017

Na ' Oferenda '

IMG_7806.JPG

" No meio de uma nação decadente, mas rica de tradições, o mister de recordar o passado é uma espécie de magistratura moral, é uma espécie de sacerdócio. "



publicado por Cristina Ribeiro às 18:49
Segunda-feira, 28 de Agosto de 2017

880A205F-0D09-410E-82C6-24714F2B98F5-1609-00000143

Figura proeminente da 4ª geração do Integralismo Lusitano, Barrilaro Ruas espelha neste livro muito do seu pensamento monárquico tradicionalista. Não há documento que ateste o terem-se realizado as cortes em que tal « grito da liberdade portuguesa » - " Nos liberi sumus, Rex noster liber est, manus nostrae nos liberverunt " - terá sido proclamado, é certo, mas nenhum documento é necessário para que o saibamos como a tradução, genuína, do pensamento dos portugueses de então, contemporâneos das ditas Cortes de Lamego ( até porque outros documentos da mesma altura são suficientemente elucidativos ); pensamento que nunca, ao longo dos tempos foi deixado cair, até que ventos malfazejos começaram a soprar d'além fronteiras. Como refere este autor, ele define " a alma da Nação portuguesa " e " roubar o Rei à Nação é condenar esta a uma existência anárquica. ( ... ) A liberdade do Rei é inseparável da liberdade dos Portugueses ". Ora, por força do liberalismo triunfante em 1820, foi o Rei expoliado do papel que tradicionalmente cumpria na sociedade portuguesa ao passo que a aparente liberdade dos cidadãos " tinha no seu carácter ilimitado o princípio da própria destruição "; dá lugar a uma falsa liberdade. O tradicional municipalismo, em que os cidadãos exerciam plenamente essas liberdades, a partir dos concelhos, é substituida pela centralização da administração, tendo essa ruptura com a Tradição acontecido apenas, e por curto espaço de tempo, durante o despotismo iluminado, com o governo do, também maçom, Marquês de Pombal. Como nessa altura " o Rei perde a sua natureza "; a realeza perde a tradicional natureza de instituição histórica aberta a outras instituições.



publicado por Cristina Ribeiro às 15:32
Domingo, 27 de Agosto de 2017

da língua portuguesa, é sempre com prazer que leio - e releio! - autores como Camilo, Tomaz de Figueiredo ou João de Araújo Correia. Desta feita são os " Pontos Finais " que me chamam de novo. Alguns capítulos já os lera, tempos atrás, mas a urgência doutro livro, não lembro já qual, obrigou-me a adiar a leitura a que hoje volto. E logo castiço vocábulo me empurra para aquele conselho do nosso grande esgrimidor do vernáculo.

Sim; neste tempo de facilitismos digitais, os velhos dicionários, Morais ou outro, ainda nos movem, com vantagem!

IMG_7800.JPG</

IMG_7804.JPG

p<



publicado por Cristina Ribeiro às 18:40
Quinta-feira, 13 de Julho de 2017

514A6E3B-502A-4B73-8F31-C0A14F2F607E-8232-00000749

Sim, Mãe, oiço-a todos os dias, quando chama pela sua mãe, pelo seu pai... E a ternura que me invade é tão grande, e a dor que sinto é imensa. Dizem que o coração não dói, mas nunca ele me doeu tanto...


tags:

publicado por Cristina Ribeiro às 19:02
Sábado, 01 de Julho de 2017

18C1D042-8B9F-4300-B646-EBEC9DAFFC4E-6648-00000552

" O pelourinho de Montalegre levantava- se na praça que ainda hoje tem o seu nome: o Largo do Pelourinho, situado no centro da vila. Pouco depois de 1890 foi transferido para o Largo do Toural... ; segundo Herculano ' o pelourinho é padrão e símbolo da liberdade municipal '... " . Era um autodidacta. Só com a Escola Primária, isso não o impedia de discutir a História de Portugal com quem quer que fosse. Um interesse imenso pela História Local levou-o a encher estantes com monografias de muitas das nossas terras, como esta. E gostava de as ler antes de visitar cada uma delas. Um gostar que herdei e Lhe agradeço todos os dias. O seu sonho era ter os conhecimentos que o habilitassem a fazer a da terra natal -S. Martinho de Sande. A Torre do Tombo, na Capital, tornou-se, então, um lugar de visitas frequentes, e era grande o contentamento quando encontrava, naquela casa que já fora dirigida por um seu conterrâneo, algum documento sobre a sua " pátria pequena".


tags: , ,

publicado por Cristina Ribeiro às 14:17
Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2016

No Público

Etambém



publicado por Cristina Ribeiro às 16:01
Terça-feira, 15 de Novembro de 2016

IMG_6869.JPG

IMG_6871.JPG

IMG_6872.JPG

IMG_6873.JPG

( No Gerês) Uma boa parte da tarde dedicada a identificar fotografias antigas, que tirei nos passeios que vou fazendo cá dentro, acatando o avisado critério de Almeida Garrett quando nos assevera que " com este clima, com este ar que Deus nos deu ( ...) o próprio Xavier de Maistre ao menos ia até ao quintal "... ; como quem arquiva as memórias em pequenas gavetas...E lembro um livro de António Manuel Couto Viana: < Coração Arquivista >.... Como escreveu Tomaz de Figueiredo: ' Ah! mundo esmagador das recordações, emendadas umas nas outras, aboiando como de mar sem fundo '... E digo-me: isto está tudo ligado...

IMG_6874.JPG

. * título roubado a saudoso confrade da blogosfera



publicado por Cristina Ribeiro às 19:46
Segunda-feira, 07 de Novembro de 2016

IMG_6852.JPG

Que azáfama que ali vai! É tempo de podar as árvores que nos acolheram no Verão à sombra das suas folhagens. E um sentimento de tristeza: a catalpa amiga que vejo do meu quarto, onde me refugiava nesse tempo de canícula agora totalmente nua, agora despojada das folhas largas, magnânimos verdes leques ... No chão a roupagem outonal que trajou até há bem pouco tempo, amarela aqui e ali, mas verde ainda, num verde desbotado talvez... Uma certeza porém, a consolar a visão castanha, de tronco ferido: mal o Inverno comece a despedir-se elas, as folhas verdes, muito tenrinhas no começo, muito delicadas ainda, voltarão e com elas a alegria da paisagem verde...



publicado por Cristina Ribeiro às 20:21
Quinta-feira, 12 de Maio de 2016

nport.jpg

 

bem ao contrário do vosso natural..

. - Tendes razão, meu amigo; estou aqui a perguntar-me se devo ou não levar ao prelo as minhas andanças pelo Oriente, como quer minha pena...

- Bem vos entendo, porquanto mui fantasiosas parecerão, a quem as ler, essas estórias que animam os serões de vossa casa, apesar de as saber eu verdadeiras.

- Vedes, pois, porque duvido do acerto da empresa...; mas, adiante, que delas quero deixar notícia...

 

 

.



publicado por Cristina Ribeiro às 16:39
Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2016

" Tenho uma imagem do Câvado guardada para sempre no olhar, que não se cansa de recordá-la. Agosto no fim, já não era dia e ainda não chegara a noite. Vínhamos de Braga, era tarde. (...) Entrava já na estreita ponte sobre o rio e logo o espectáculo me obrigou a esquecer qualquer veleidade de pressa e a deixar o carro adormecer suavemente, aos poucos, até parar entre os muros roídos do tempo e dos abalos. O verde da outra margem diluía-se nas águas azuis sobre as quais o sol despedia uma luminosidade fugitiva " Luís Forjaz Trigueiros, in « Paisagens Portuguesas- Uma Viagem Literária » E no fim da ponte, velhinha no seu granito por onde o verde das ervas espreita, encontrou o escritor, quero imaginar, na manhã seguinte, se aí pernoitou, uma simpática Vila de Prado, de onde saíam em alegre algaraviada, coloridos ranchos de lavadeiras, com trouxas de roupa à cabeça, em direcção ao rio. A minha avó ainda me falou delas, e a ponte está lá, testemunha desta azáfama toda. As águas é que serão outras...



publicado por Cristina Ribeiro às 17:14
Um arquivo dos postais que vou deixando no Estado Sentido, mas também um sítio onde escrever outras coisas minhas..Sem Sitemeter, porque pretende ser apenas um Diário, um registo de pequenas memórias...
mais sobre mim
Agosto 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

30
31


links
pesquisar neste blog
 
tags

todas as tags

subscrever feeds
blogs SAPO